
Família conta história de menina de 11 anos que perdeu os cabelos após diagnóstico de alopecia em Teresina Reprodução "Sempre usou o cabelão comprido, na cintura", lamentou Elaine Alves de Sousa, mãe da pequena Layza Lavinia, de 11 anos. A menina, que mora em Teresina com a família, foi diagnosticada com alopecia areata em 2025 e perdeu cerca de 90% do cabelo ao longo do ano. Familiares relataram a história da menina nas redes sociais. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Os primeiros sinais da doença autoimune apareceram no início de 2025, segundo relato da mãe ao g1. Ela contou que começou a encontrar muitos fios de cabelo espalhados pela casa e percebeu áreas sem cabelo no couro cabeludo da filha, Layza. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Ela não me deixava pentear o cabelo dela. Sempre quis ser independente. Quando abri a cabeça dela, vi aqueles discos em lugares diferentes, sem cabelo. Depois de um mês, o cabelo começou a crescer novamente. Após uns três meses começou a cair de novo, mas dessa vez foi bem mais agressivo. Começou a cair bastante", detalhou a mulher. Após consultas com um dermatologista, a criança recebeu o diagnóstico da condição. Desde então, perdeu grande parte do cabelo e também a autoestima. "No começo foi muito difícil, tanto pra mim quanto pra ela. Hoje em dia ela está melhor, mas não fica sem touca nem dentro de casa. Nunca consegui levar ela no psicólogo", detalhou a mãe. Tratamento "Ela começou um tratamento caríssimo com mesoterapia capilar e muitas medicações. Shampoo, tônico e corticoides contínuos. Com esse tratamento, começou a nascer um pouco do cabelo, ali ao redor das orelhas e na parte da frente", contou a mãe. A mãe disse que deixou o emprego para se dedicar ao tratamento da filha. Além dos remédios, a menina precisa seguir uma alimentação controlada. Nas redes sociais, a família organiza uma campanha para arrecadar dinheiro e garantir a continuidade do tratamento. O que é alopecia areata? "Alopecia é qualquer queda de cabelo. Então, a gente pode ter a alopecia por estresse, que cai o cabelo uns três meses depois; as alopecias tipo calvície; a alopecia androgenética, que no homem é muito comum, mas tem na mulher; e tem as alopecias autoimunes, que algumas delas não são reversíveis - então o cabelo cai em placas e algumas, se você não tratar logo, elas são irreversíveis”, explica Violeta Tortelly, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, ao Fantástico. Uma pesquisa da Fundação Alopecia Areata, dos Estados Unidos, indica que cerca de 2% da população mundial convivem com a doença, que atinge mais mulheres negras, asiáticas e indígenas. No Brasil, o Ministério da Saúde informou que não cataloga dados sobre pacientes com alopecia. A Sociedade Brasileira de Dermatologia explica que uma pessoa saudável pode perder cerca de 100 fios de cabelo por dia e recomenda: Não usar shampoo antiqueda sem indicação Não deixar de lavar o cabelo, isso aumenta a seborreia e leva a maior queda de cabelo Procurar logo no início um médico para fazer o diagnóstico, porque tempo é cabelo Dermatologista tira dúvidas dos telespectadores sobre os sintomas e tratamento da Alopecia VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
