
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera próximo da estabilidade nesta quarta-feira (7), com alta de 0,04% às 10h40, cotado a R$ 5,3817. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 0,36% no mesmo horário, aos 163.078 pontos. Os mercados estão atentos a uma agenda concentrada no exterior, em um dia mais esvaziado de indicadores no Brasil. Enquanto os investidores aguardam números importantes nos Estados Unidos, o cenário externo segue marcado por desdobramentos envolvendo a Venezuela. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos EUA, os investidores esperam os números de emprego, com destaque para o relatório da ADP sobre folhas de pagamento do setor privado, com expectativa de criação de 47 mil vagas em dezembro, após a perda de 32 mil no mês anterior. ▶️ Mais tarde, será divulgada a pesquisa JOLTS de novembro, que mede vagas abertas, com previsão de 7,6 milhões. Os dados devem preparar o terreno para o relatório de empregos (payroll) na sexta-feira (9), que pode influenciar as decisões do Fed sobre juros. 🔎 O mercado americano segue precificando dois cortes nas taxas de juros ao longo do ano, o que aumenta a atenção sobre esses indicadores. ▶️ No cenário externo, os desdobramentos da ofensiva dos EUA à Venezuela continuam. Ontem, Donald Trump anunciou que autoridades interinas do país entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade e sancionado” aos EUA. ▶️ No Brasil, a agenda é mais leve, com expectativa pelos dados do fluxo cambial semanal. Na véspera, foi divulgado que o país encerrou 2025 com superávit de US$ 68,293 bilhões na balança comercial, terceiro melhor resultado anual já registrado. A projeção para este ano é de saldo entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,82%; Acumulado do mês: -1,99%; Acumulado do ano: -1,99%. 📈Ibovespa C Acumulado da semana: +1,95%; Acumulado do mês: +1,58%; Acumulado do ano: +1,58%. Petróleo da Venezuela aos EUA O presidente Donald Trump afirmou ontem (6) que o governo interino da Venezuela concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” aos EUA. O anúncio foi feito em uma rede social. A declaração ocorre três dias depois de uma ação militar americana na Venezuela que resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro. Trump disse que o petróleo venezuelano será vendido a preço de mercado. Ele afirmou ainda que será responsável por controlar o dinheiro obtido para garantir que os recursos sejam usados “em benefício do povo da Venezuela e dos EUA”. “O petróleo será transportado por navios de armazenamento e levado diretamente a terminais de descarga nos Estados Unidos”, afirmou. O total de petróleo que será entregue aos EUA corresponde a cerca de dois meses da produção atual venezuelana. LEIA TAMBÉM: PDVSA sob pressão: como fica a petroleira estatal com a ofensiva dos EUA na Venezuela? Desde dezembro, a Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques de armazenamento, sem conseguir exportá-los, devido a um bloqueio imposto por Trump. O embargo fez parte da pressão americana que resultou na queda de Maduro. 🔎 A produção venezuelana despencou nas últimas décadas, afetada pela má gestão e pela escassez de investimentos estrangeiros após a nacionalização do setor nos anos 2000. Com a ação dos EUA, parte do mercado avalia que o petróleo do país possa voltar a circular, ampliando a oferta da commodity no mercado internacional. Bolsas globais Os mercados em Wall Street mostraram cautela antes da divulgação de dados sobre emprego, após recordes do S&P 500 e do Dow na sessão anterior. Por volta das 9h (horário de Brasília), os contratos futuros do Dow Jones subiam 0,04%, enquanto os do S&P 500 recuavam 0,15% e os da Nasdaq caíam 0,35%. Os mercados europeus operam com sentimento positivo, após a inflação da zona do euro desacelerar para 2% em dezembro, atingindo a meta do Banco Central Europeu (BCE). Durante a manhã, os índices operavam mistos: DAX +0,6%, Stoxx 600 estável, FTSE 100 -0,5% e CAC 40 -0,2%. Já as bolsas asiáticas fecharam com desempenho misto. Na China, os índices permaneceram próximos dos maiores níveis em mais de dez anos, apoiados por volumes de negociação mais altos e expectativas de crescimento dos lucros. Em Hong Kong, houve queda após três dias de alta. No fechamento, os índices ficaram assim: Hang Seng -0,94% (26.458 pontos), Xangai SSEC +0,05% (4.085 pontos), CSI300 -0,29% (4.776 pontos), Nikkei -1,06% (51.961 pontos), Kospi +0,57% (4.551 pontos), Taiex -0,46% (30.435 pontos) e Straits Times +0,13% (4.746 pontos). Dólar opera em baixa Freepik
