PF diz ao STF que não é possível reduzir ruídos de sala onde está preso Bolsonaro com medidas 'simples ou pontuais'

Published 1 day ago
Source: g1.globo.com
PF diz ao STF que não é possível reduzir ruídos de sala onde está preso Bolsonaro com medidas 'simples ou pontuais'

Veja como é a 'Sala de Estado' onde Bolsonaro ficará preso A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta-feira (7) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que não é possível "reduzir significativamente", com "medidas simples ou pontuais" o ruído no sistema de ar-condicionado do local em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso por tentativa de golpe. A PF apresentou esclarecimentos à Corte por determinação do ministro. Na última segunda-feira (5), Moraes fixou prazo de cinco dias para que a corporação apresentasse um relatório sobre a situação. A decisão foi tomada após pedido de providências apresentado pela defesa do ex-presidente. Segundo os advogados, em razão dos ruídos, o ambiente em que Bolsonaro está preso "não assegura condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde". O ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília nesta quinta-feira (11) Sergio Lima/AFP O que diz a PF O documento encaminhado ao Supremo é assinado pelo delegado federal Maurício Rocha da Silva. Ele explicou que a Sala do Estado-Maior - onde está o político do PL - fica próxima a áreas técnicas que são usadas para instalação e funcionamento do sistema de climatização do edifício. "Eventual intervenção efetiva demandaria ações complexas de infraestrutura e, sobretudo, a paralisação total do sistema de climatização por período prolongado, o que ocasionaria prejuízo à continuidade dos trabalhos ordinários desta Superintendência Regional", afirmou a PF Infográfico: sala de Estado-Maior onde Bolsonaro ficará preso tem banheiro, frigobar e TV Arte/g1 Segundo a polícia, não há outra sala que atenda às exigências de segurança institucional como as que são oferecidas pela atuação Sala de Estado-Maior. Além disso, quanto a eventuais providências para reduzir ou eliminar o ruído, a PF informou que "não se vislumbra viabilidade no curto prazo, em razão da complexidade da intervenção, que demandaria paralisação prolongada das atividades da Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal".

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