Autoridades venezuelanas prendem 14 jornalistas durante posse da presidente interina

Published 1 day ago
Source: g1.globo.com
Autoridades venezuelanas prendem 14 jornalistas durante posse da presidente interina

Oposição na Venezuela pede libertação imediata de todos os presos políticos Na Venezuela, a oposição pediu a libertação imediata de todos os presos políticos. O movimento na fronteira da Venezuela com a Colômbia se intensificou, e nesta terça-feira (6), policiais da alfândega fizeram revistas em muitos veículos para evitar a entrada de criminosos e combater o tráfico. Os venezuelanos atravessam a ponte Simon Bolivar a pé, de carro e de transporte público. Os ônibus se chamam curta distância. Eles cruzam a fronteira da colômbia com a Venezuela diversas vezes por dia. A maior parte dos venezuelanos teme falar com a imprensa. Dizem que podem sofrer consequências quando voltarem para casa. Um passageiro é uma exceção. Marcos contou que estava indo para Colômbia fazer compras, à procura de preços mais baixos. A correspondente Carolina Cimenti pergunta se a repressão piorou nos últimos dias, e ele afirma que sim, que grupos armados que defendem o regime estão ativos nas ruas. Conta que praticamente não há trabalho na Venezuela e diz que gostaria de ter eleições e mudanças no governo o mais rapidamente possível. Mas este não parece ser o plano de quem controla o país. Na segunda-feira (5), o presidente americano Donald Trump descartou eleições na Venezuela nos próximos 30 dias. No mesmo dia em que Delcy Rodríguez, vice de Nicolás Maduro, tomou posse como presidente interina. Filha de um guerrilheiro de esquerda, a advogada Delcy Rodríguez entrou no governo em 2013, como ministra de comunicação, antes de exercer outros cargos. Pela lealdade ao regime, chamou atenção de Nicolás Maduro. Comandou uma série de ministérios até ser escolhida em 2018 como vice, cargo que acumulou em outras funções, como ministra de finanças e de petróleo. A posição lhe deu uma visão ampla do setor econômico mais importante da Venezuela. Delcy Rodríguez consolidou seu poder ao lado do irmão. Ainda no governo Chávez, Jorge Rodríguez, foi presidente do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela até se tornar vice-presidente de Hugo Chávez entre 2007 e 2008. Depois se tornou prefeito do município libertador, ministro de comunicação de Maduro e presidente da Assembleia Nacional, em 2021. Na segunda-feira (5), ele foi re-empossado no cargo para mais cinco anos. A líder da oposição, María Corina Machado, acusou Delcy Rodriguez de ser responsável por tortura e perseguição. Em entrevista ao canal americano Fox News, a vencedora do prêmio Nobel da Paz disse que planeja voltar à Venezuela assim que possível. Mas não deixou claro quando. Contou ainda que não fala com Donald Trump desde outubro de 2025. No dia da invasão americana, o presidente dos Estados Unidos disse em entrevista coletiva que achava que Maria Corina não tinha nem o apoio popular nem o respeito necessários para governar a Venezuela. Segundo o jornal New York Times, Trump foi convencido disso por conselheiros como o secretário de estado, Marco Rubio, que disseram ao presidente que se os Estados Unidos apoiassem a oposição, poderiam desestabilizar ainda mais a Venezuela, e isso exigiria mais presença militar no país. Nesta terça-feira (6), o partido, o movimento Vente Venezuela, dela pediu a libertação de prisioneiros políticos. Segundo fontes do jornal New York Times, ao menos 80 pessoas morreram naquela noite, mas o governo até agora não tinha divulgado um número oficial. Nesta terça-feira (6), pela primeira vez, as autoridades venezuelanas confirmaram 24 mortes de militares. Em Caracas, uma idosa de 80 anos foi enterrada, vítima dos ataques. Cobrir o confronto daquela noite e os desdobramentos políticos da ofensiva virou uma guerra para os jornalistas na Venezuela. Na segunda-feira (5) autoridades venezuelanas prenderam 14 jornalistas em Caracas, durante a posse de Delcy Rodriguez. Segundo o sindicato dos profissionais, 11 trabalham para agências de notícias internacionais, um para a mídia local. O sindicato afirmou que os profissionais tiveram os equipamentos, celulares, redes sociais e o histórico de mensagens e ligações inspecionados. No fim do dia, um dos jornalistas foi deportado e os outros, liberados. Na fronteira entre Cúcuta e san Antonio, outros dois repórteres também foram detidos – um espanhol e o outro colombiano. Horas depois, foram soltos. O sindicato exigiu “garantias para o livre exercício do jornalismo, o fim da perseguição. Para os repórteres na Venezuela, cobrir os ataques americanos e os desdobramentos políticos da ofensiva virou uma nova batalha numa longa guerra pela iinformação. Autoridades venezuelanas prendem 14 jornalistas durante posse da presidente interina Reprodução/TV Globo

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