Enfermeiros denunciam carga excessiva de trabalho e assédio moral no Hospital São Lucas, em Vitória; vistoria termina em confusão

Published 4 hours ago
Source: g1.globo.com
Enfermeiros denunciam carga excessiva de trabalho e assédio moral no Hospital São Lucas, em Vitória; vistoria termina em confusão

Vistoria no Hospital São Lucas termina em confusão em Vitória Uma vistoria realizada pelo Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES) no Hospital São Lucas, em Vitória, terminou em confusão nesta sexta-feira (23). O objetivo era apurar denúncias de sobrecarga de trabalho e assédio moral contra profissionais da enfermagem. A fiscalização foi interrompida, e a Polícia Militar precisou ser acionada. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Segundo o Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo, existem cerca de 200 denúncias envolvendo condições de trabalho na unidade hospitalar. Profissionais relatam coação e medo de demissão Uma técnica de enfermagem, que pediu para não ser identificada porque tem medo de ser demitida, contou que os profissionais são pressionados a assumir jornadas extras por falta de funcionários e baixos salários. “A gente trabalha sob coação o tempo todo, principalmente para fazer extras, porque não tem funcionário suficiente, porque o salário que eles pagam é bem abaixo do salário de um técnico de enfermagem”, afirmou. Segundo ela, o receio de demissão impede que muitos profissionais façam denúncias formais ou se identifiquem publicamente. Hospital São Lucas, em Vitória Reprodução/ TV Gazeta Fiscalização foi impedida, diz conselho Para apurar as denúncias, o Conselho marcou uma reunião com a direção do hospital. Paralelamente, fiscais iniciaram uma vistoria nos setores da unidade. No entanto, segundo o conselho, a equipe foi impedida de continuar o trabalho. “Uma das diretoras do hospital, que não estava participando da reunião, impediu literalmente os nossos fiscais de entrarem nos setores e fazer a fiscalização, aos gritos, e também dizendo para os profissionais de enfermagem que, caso eles dessem algum tipo de informação para os fiscais, eles poderiam sofrer sérias consequências”, afirmou o presidente do Coren-ES, Wilton José Patrício. LEIA TAMBÉM: 'MAMÃE COMPROU': menina de 2 anos viraliza ao conhecer irmão recém-nascido pela 1ª vez FORAGIDO: Homem é procurado por aplicar golpes, movimentar mais de R$ 115 milhões e usar até bets para ocultar dinheiro Hospital nega impedimento e cita risco assistencial A responsável técnica pela enfermagem do Hospital São Lucas, Silvane Damasceno, negou que tenha havido qualquer impedimento à fiscalização. Segundo ela, a situação ocorreu porque profissionais teriam sido retirados de setores críticos, como a UTI. “Equipe médica, direção técnica foi acionada, porque os pacientes precisavam de assistência. Aceitamos e respeitamos a questão da fiscalização, mas o risco assistencial, a sociedade também é um dos nossos critérios essenciais”, afirmou. Silvane também negou que as denúncias de assédio moral e sobrecarga sejam práticas institucionais. “Nego, nego sim. Porque não é uma prática institucional, não é uma prática”, disse. Acusação de agressão O hospital informou ainda que a diretora-geral da unidade foi empurrada por um membro do conselho durante a fiscalização. "Ele realmente empurrou. Nós temos testemunhas, temos forma de provar isso e foi algo que assustou muito", afirmou Silvane Damasceno. A Polícia Militar foi acionada e a fiscalização não continuou. O Conselho Regional de Enfermagem negou qualquer tipo de agressão à diretora do hospital durante a ação. Disse ainda que não houve orientação para que todos os profissionais técnicos de enfermagem deixassem a UTI. Secretaria de Saúde disse que não recebeu as denúncias Em nota, a Secretaria da Saúde (Sesa) afirmou que não recebeu formalmente as denúncias citadas pelo Conselho Regional de Enfermagem e que a unidade possui canais oficiais para registro e apuração de queixas. A pasta disse ainda que a estrutura e os equipamentos do hospital estão adequados às normas técnicas e reforçou que a atuação do Coren é bem-vinda, desde que não comprometa a assistência aos pacientes. A secretaria também informou que orientou a profissional que teria sido agredida a registrar boletim de ocorrência. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

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