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Pesquisa sobre pegadas inéditas de dinossauros na Amazônia é publicada em revista científica internacional

g1.globo.com

Wednesday, February 11, 2026

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Pesquisa sobre pegadas inéditas de dinossauros na Amazônia é publicada em revista científica internacional
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Achado inédito na Amazônia: pegadas de dinossauros A pesquisa inédita que identificou pegadas inéditas de dinossauros com mais de 100 milhões de anos em Roraima foi publicada nesta segunda-feira (9) na revista científica internacional Cretaceous Research, uma das principais do mundo na área de pa...


Achado inédito na Amazônia: pegadas de dinossauros A pesquisa inédita que identificou pegadas inéditas de dinossauros com mais de 100 milhões de anos em Roraima foi publicada nesta segunda-feira (9) na revista científica internacional Cretaceous Research, uma das principais do mundo na área de paleontologia. O estudo confirmou, pela primeira vez, a existência de pegadas fossilizadas de dinossauros na Amazônia, preenchendo uma "lacuna histórica" no registro fóssil da região. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O artigo foi assinado pelos pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) Lucas Barros, Vladimir Souza, Carlos Vieira, Gabriel Zaranza e Felipe Pinheiro. O estudo foi disponibilizado online no site da revista. A versão impressa saíra nos próximos meses. O artigo, intitulado “Tracking Dinosaurs in the Tacutu Basin: First Ichnological Evidence from the Lower Cretaceous of Northern Brazil (Rastreando dinossauros na bacia de Tacutu: primeiras evidências icnológicas do Cretáceo Inferior do norte do Brasil)", apresenta evidências encontradas na bacia do Tacutu, especialmente na Formação Serra do Tucano, no município de Bonfim, ao Norte de Roraima. LEIA TAMBÉM: Pesquisa inédita descobre pegadas de dinossauros de mais de 100 milhões de anos na Amazônia As pegadas datam do período Cretáceo Inferior, entre as idades Barremiana e Albiana. A revista Cretaceous Research é publicada pela editora Elsevier, tem circulação bimestral e é indexada em bases internacionais como Scopus e Web of Science, com fator de impacto reconhecido na área científica. "A publicação é o reconhecimento cientifico da descoberta, pois é avaliada por pesquisadores da área. É um reconhecimento internacional", disse o geólogo e doutor em bioestratigrafia, Vladimir de Souza, que descobriu as pegadas. Pegadas de dinossauros são encontradas no Norte de Roraima. JPavani/Reprodução 🦖 A bacia do rio Tacutu tem milhares de pegadas fossilizadas. As primeiras pegadas na região foram identificadas em 2011 pelo geólogo e doutor em bioestratigrafia, Vladimir de Souza, durante um mapeamento geológico na bacia do rio Tacutu, com alunos do curso de geologia da UFRR. 🏞️ O levantamento faz parte de uma pesquisa que começou em 2011 que também revelou que a região era um antigo vale que há mais de 100 milhões de anos abrigava rios e lagos onde os animais deixaram suas impressões. 🦖 Dinossauros carnívoros e herbívoros De acordo com os pesquisadores, os vestígios indicam a presença de dinossauros carnívoros (terópodes) e herbívoros (ornitópodes), de diferentes tamanhos. O estudo identificou ao menos sete tipos de pegadas, incluindo marcas que podem ter sido deixadas por grandes predadores, possivelmente parentes dos dromeossaurídeos, grupo que inclui os chamados “raptores”. Os registros foram encontrados em dez sítios distintos da bacia do Tacutu. Em alguns deles, há dezenas de pegadas concentradas em pedras, apesar do desgaste provocado por milhões de anos. Segundo o artigo, o ambiente da região durante o Cretáceo era favorável à presença de grandes vertebrados, funcionando como uma antiga planície continental, em um vale que se estende até a atual Guiana. "É como se a gente voltasse numa máquina do tempo pra um local totalmente diferente, com animais totalmente diferentes. Hoje a gente está aqui e nem imagina o que havia no passado, coisas que a gente vê em filmes sobre dinossauros existiram aqui, talvez até com maior diversidade", afirmou Vladimir. Avanço para a ciência na Amazônia Geólogo Vladimir de Souza encontrou primeiras pegadas em 2021. JPavani/Reprodução A Amazônia é considerada uma das regiões com menos registros fósseis de dinossauros no mundo, principalmente por causa da erosão intensa, da vegetação densa e da dificuldade de acesso. Por isso, a descoberta em Roraima é considerada um marco para a paleontologia brasileira. O estudo destaca que, mesmo em áreas fortemente alteradas por processos naturais, típico do clima tropical, ainda é possível encontrar fósseis de grande relevância científica. “[Essas pegadas] representam não apenas um achado raro, mas ajudam a reconstruir um cenário paleoecológico inédito da Amazônia durante o Cretáceo”, aponta o artigo que foi publicado em inglês. Pesquisa começou há mais de uma década As primeiras pegadas foram identificadas ainda em 2011, durante atividades de campo realizadas por pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR). A confirmação científica, no entanto, exigiu anos de análise, uso de imagens por sensoriamento remoto, expedições de campo e técnicas como fotogrametria. O trabalho é assinado por pesquisadores de instituições brasileiras e contou com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Além de ampliar o conhecimento sobre os dinossauros na Amazônia, o estudo também chama atenção para a necessidade de mapeamento e preservação dos sítios fossilíferos da região. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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