'Vivo ou morto, quero meu filho': angústia marca buscas por jovens de MG desaparecidos em SC

Published 5 hours ago
Source: g1.globo.com
'Vivo ou morto, quero meu filho': angústia marca buscas por jovens de MG desaparecidos em SC

Familiares e amigos buscam por informações de sul-mineiros desaparecidos em Santa Catarina “Vivo ou morto, eu quero meu filho.” O desabafo é de uma mãe que há quase uma semana vive entre a esperança e o desespero. Assim como ela, famílias de quatro jovens de Minas Gerais seguem em busca de respostas após o desaparecimento dos rapazes em Santa Catarina. Eles moravam juntos na Grande Florianópolis e não fazem contato desde a madrugada do último domingo (28). 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Os jovens têm entre 19 e 28 anos e são moradores de Guaxupé e Guaranésia, no Sul de Minas. Eles foram vistos pela última vez em frente ao apartamento onde viviam, no bairro Barreiros, em São José, região metropolitana da capital catarinense. Imagens de câmeras de segurança registraram o grupo caminhando pela rua durante a madrugada. Desde então, nenhuma notícia. Desde domingo, o aposentado André Luiz da Silveira vive dias de angústia. Ele é pai de Daniel Luiz da Silveira, de 28 anos, que havia viajado para Florianópolis na véspera de Natal em busca de uma oportunidade de trabalho. “Ele falou pra mim que estava tudo bem, que já tinha arrumado serviço, que ia começar na segunda-feira. Estava tudo encaminhado. Aí, de uma hora pra outra, nenhuma notícia. Minha angústia é demais. Já faz dois dias que eu não almoço, não janto, não durmo. Não consigo fazer nada. Minha vida está destruída”, contou. VEJA TAMBÉM: VÍDEO: Quatro jovens vindos de MG desaparecem após saírem de apartamento em SC Família decide ir a SC em busca de respostas sobre jovens de MG desaparecidos Quatro jovens de Minas Gerais desaparecem após sair de apartamento em São José (SC) SOS Desaparecidos/PMSC A mesma aflição é sentida pela confeiteira Rosa Maria Máximo, mãe de Bruno Máximo da Silva, também de 28 anos. O jovem mora em Santa Catarina desde outubro e trabalhava em um restaurante. Segundo a família, o contato era frequente até o dia 28. “A gente conversou normal no sábado. Depois disso, não falei mais com ele. [...] É muito apavorante não saber se está vivo ou morto, o que aconteceu. Nossa, muito difícil”, disse Rosa. Daniel e Bruno dividiam o apartamento com outros dois amigos: Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19. Guilherme é de Guaranésia e Pedro, natural de Araraquara (SP), morava com os amigos em São José há cerca de três meses. A auxiliar de produção Silvia Aparecida do Prado, mãe de Pedro, falou com o filho por videochamada um dia antes do desaparecimento. Segundo ela, o jovem tinha planos de crescer profissionalmente e levar a família para Santa Catarina no futuro. “O sonho dele era bater asas e ir. E eu sempre falava pra ele: 'Pedro, toma cuidado onde você entra, com quem você anda', porque eu penso assim, a gente cuida dos filhos, cria os filhos, é pro mundo. [...] Uma mãe sempre tem preocupação com filho", afirmou. Imagens de câmeras de segurança que mostram os jovens caminhando pelo bairro de Barreiros antes do desaparecimento já foram entregues à Polícia Civil, que investiga o caso. Em uma das gravações, dois dos jovens, Guilherme e Bruno, aparecem novamente próximos ao prédio por volta das 4h16 da madrugada. O apartamento onde os quatro moravam foi encontrado em condições que indicariam um possível retorno rápido. Conforme relato de um vizinho, a porta estava destrancada, janelas abertas, comida sobre o fogão e os pertences pessoais — incluindo carregadores de celular — ficaram para trás. Quatro jovens moradores do Sul de Minas desaparecem após sair de apartamento em São José (SC) Reprodução A família de Guilherme decidiu viajar quase mil quilômetros até Santa Catarina para acompanhar de perto as buscas e os trabalhos da investigação. Para isso, os parentes organizaram uma vaquinha online e pediram apoio à Prefeitura de Guaranésia. “A polícia falou que precisava de alguém da família lá. Então a gente vai”, disse a funcionária pública Elizabete de Macedo Almeida. O caso mobiliza o projeto SOS Desaparecidos, da Polícia Militar de Santa Catarina, que divulgou fotos dos jovens e auxilia nas buscas. Um boletim de ocorrência foi registrado por um vizinho na terça-feira (30), após perceber que o apartamento estava aberto e sem movimentação há dois dias. Enquanto as investigações seguem, as famílias se agarram à fé e à esperança de uma resposta. “Eu só peço que Deus traga ele de volta pra mim.Quero saber, tirar a agonia do meu peito. Vivo ou morto, eu quero saber", disse Rosa. “Eu espero encontrar com meu filho. Eu espero, eu só peço que se chegar até eles, eu preciso ver meu filho, eu preciso dar um abraço nele, sabe? Vivo ou morto, o que for, eu quero meu filho do meu lado”, completou Silvia. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Categories

G1