Trump chama Dinamarca de ingrata, depois recua, suspende tarifas contra europeus e fala em acordo sobre a Groenlândia

Published 3 hours ago
Source: g1.globo.com
Trump chama Dinamarca de ingrata, depois recua, suspende tarifas contra europeus e fala em acordo sobre a Groenlândia

Donald Trump anuncia acordo sobre a Groenlândia em Davos Com ameaças e recuos, entre discursos e postagens nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse nesta quarta-feira (21) que definiu com a Otan as bases para um futuro acordo sobre a Groenlândia. Na Suíça, a correspondente Bianca Rothier acompanhou o dia de Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial. A quarta-feira começou cheia de apreensão diante das ameaças de Donald Trump nos últimos dias. Mas houve um alívio quando o presidente americano, no discurso, descartou o uso da força. E, horas depois, quando afirmou ter fechado as bases de um acordo que será - nas palavras dele - para sempre. A uma pergunta da correspondente Bianca Rothier, Trump descreveu o acordo como “fantástico”. Bianca perguntou também ao secretário-geral da OTAN como é tal acordo. Mark Rutte também não deu detalhes, mas disse que ele poderá realmente proteger o Ártico. Segundo o jornal americano New York Times, citando fontes anônimas, a proposta de Rutte seria fazer como as bases britânicas no Chipre, que são consideradas território britânico dentro do país. Era o dia mais esperado do Fórum Econômico Mundial. Já era noite em Davos, quando o presidente americano Donald Trump foi às redes sociais depois de um encontro com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, e anunciou: "Formamos a base de um acordo sobre a Groenlândia e toda a região do Ártico. Essa solução, se consumada, será ótima para os Estados Unidos e todas as nações da OTAN". Trump acrescentou que diante disso, não vai mais impor o tarifaço que entraria em vigor em fevereiro. E que novas informações serão divulgadas à medida em que as negociações progredirem. Foi o final de um dia que teve líderes mundiais, empresários e jornalistas disputando um espaço para ouvir o presidente americano, depois das últimas ameaças. Depois de muitos autoelogios, voltou a artilharia para a Europa. Disse que o continente estava irreconhecível e não estava indo na direção certa. E criticou a imigração em massa; os altos gastos governamentais; e o investimento em energia verde, que ele considera um equívoco. Trump voltou a defender a exploração de petróleo e gás. O presidente americano se vangloriou de ter adquirido petróleo da Venezuela, depois da operação militar que capturou o ditador Nicolas Maduro. E disse que a Venezuela vai se dar muito bem. Na parte mais aguardada, o presidente americano falou sobre a Groenlândia. A ilha do Ártico, território semiautônomo da Dinamarca, virou alvo da cobiça de Trump e criou uma crise sem precedentes na Otan, a Aliança Militar do Ocidente. Trump chamou a Dinamarca de ingrata. Disse que precisava da Groenlândia para garantir a segurança do país e do mundo, que apenas os Estados Unidos podem proteger a ilha. Em declarações anteriores, Trump não descartou o uso da força. Nesta quarta-feira (21), o presidente americano suavizou o tom: "Eu não farei isso. Essa é provavelmente a declaração mais importante, porque as pessoas pensavam que eu usaria a força". Donald Trump fez críticas pesadas à OTAN. Disse que os Estados Unidos sempre sustentaram a aliança. E reclamou que nunca receberam nada em troca. O que não é verdade. Depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, todos os aliados saíram em defesa dos Estados Unidos. Incluindo a Dinamarca, que perdeu 44 soldados no Afeganistão. Trump disse que precisa da Groenlândia, para construir um sistema de defesa batizado de Domo de Ouro. E avisou, em tom de ameaça: "Então vocês têm uma escolha. Vocês podem dizer sim e nós seremos muito gratos. Ou vocês podem dizer não, e nós vamos nos lembrar". A participação de Donald Trump no evento principal do Fórum Econômico Mundial durou o dobro do previsto. O discurso levou quase 1 hora e 15 minutos. Depois, ele ainda respondeu perguntas do presidente do Fórum. Na saída, a correspondente Bianca Rothier também fez uma pergunta ao presidente americano. Questionei qual exatamente seria o plano dele para convencer os aliados europeus. Bianca: Qual é exatamente o seu plano para convencer os aliados europeus? Trump: Não há plano. Precisamos da Groenlândia para a paz internacional. A Dinamarca ficará muito mais segura se fizermos o que temos que fazer com o Domo de Ouro. Se não fizerem, nunca haverá segurança internacional. Cinco horas mais tarde - pouco de depois de anunciar o acordo na rede social - Trump falou com a imprensa. Desta vez, Bianca perguntou como o chefe da Otan o convenceu e quais os próximos passos. Trump não deu detalhes, mas elogiou Rutte, disse que todos estão felizes com o acordo, que - nas palavras dele - é ótimo, fantástico. ‘Precisamos da Groenlândia para paz internacional’, diz Trump ao anunciar que tem pronta a base de acordo com Otan Reprodução/TV Globo

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