
Suspeito foi preso nesta sexta por crime de sonegação no RN Divulgação/MPRN Um empresário suspeito de chefiar um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro que gerou um prejuízo de mais de R$ 1,5 milhão em ICMS não recolhido ao Rio Grande do Norte foi preso nesta sexta-feira (23). O nome dele não foi divulgado. De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Norte, a prisão preventiva do investigado foi pedida após a descoberta de um plano de fuga dele para a Europa (veja detalhes mais abaixo). 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp O homem é um dos oito investigados que foram denunciados nesta semana pelo MP. Segundo o órgão, eles fazem parte de um esquema estruturado de sucessão empresarial fraudulenta para a exploração comercial de calçados e acessórios em Natal e Parnamirim. A operação Fechamento, que deu início à investigação, foi deflagrada em maio do ano passado e cumpriu mandados de busca e apreensão em lojas de pelo menos três shoppings de Natal. Segundo o MP, o esquema ocorreu entre janeiro de 2008 e maio de 2025. Nesse período, o grupo usou vários laranjas para abrir sucessivos novos CNPJs e assim blindar o patrimônio dos reais gestores. O objetivo da manobra, segundo o MP, "era permitir a continuidade das atividades comerciais sem o pagamento de tributos, abandonando empresas endividadas e transferindo a operação para novas entidades formalmente limpas". Veja os vídeos que estão em alta no g1 Plano de fuga para Europa De acordo com o MP, o empresário tinha um plano para fugir para Portugal. Segundo o MP, uma perícia no celular do empresário encontrou conversas nas quais ele admite que as dívidas eram “impagáveis” e que ele planejava vender o restante do patrimônio a qualquer preço para financiar a ida definitiva para a Europa. Nas mensagens, segundo o MP, o empresário afirmava explicitamente que conseguiria “fugir das dívidas” em Portugal e recomeçar a vida, longe das cobranças e do risco de prisão no Brasil. A investigação localizou ainda, no aparelho telefônico do acusado, imagens de documentos portugueses já emitidos em seu nome, incluindo Bilhete de Identidade e Cartão de Empresário Individual. Suspeito foi detido nesta sexta Divulgação/MPRN Novos crimes de estelionato O Ministério Público do Rio Grande do Norte também informou que, após receber a liberdade provisória, o empresário teria cometido novos crimes de estelionato ao oferecer bens já penhorados como garantia judicial para reabrir suas lojas. Diálogos interceptados pelo órgão revelaram que o homem realizava parcelamentos de dívidas tributárias milionárias sem qualquer intenção de quitá-las, admitindo que os acordos serviam apenas para “ganhar tempo”. Operação Fechamento A operação foi deflagrada em maio de 2025. Na ação, a Secretaria da Fazenda do RN identificou o uso de máquinas de cartão de crédito não integradas à escrituração fiscal. O objetivo era omitir receitas. Segundo o MP, o grupo usava táticas diárias para desviar receitas diretamente nos caixas das lojas. As investigações também flagraram o uso de máquinas de cartão irregulares e chaves PIX registradas em nome de terceiros, ferramentas usadas para omitir o faturamento real do Fisco. Na fiscalização em uma das lojas foram encontradas mercadorias sem nota fiscal avaliadas em mais de R$ 146 mil. Operação cumpriu mandados em lojas de shoppings em Natal Polícia Civil/Divulgação Esquema com familiares e funcionários A denúncia detalha que o grupo criminoso contava com um núcleo de liderança, familiares e funcionários que atuavam como sócios de fachada. Além disso, segundo o MP, havia um núcleo contábil para "organizar" as fraudes e sugerir estratégias para evitar bloqueios judiciais. Veja quais os crimes denunciados Os réus foram denunciados pelos crimes de: associação criminosa; sonegação fiscal; lavagem de dinheiro; e falsidade ideológica. No âmbito dos crimes tributários, o grupo realizava: parcelamentos fraudulentos; omissão de receitas através de máquinas de cartão não integradas à escrituração fiscal; desvio de valores via Pix para contas pessoais; manutenção de estoques de mercadorias sem documentação legal. Além disso, a peça aponta a prática de lavagem de dinheiro, pelo uso de empresas ideologicamente falsas para dissimular a propriedade das lojas e a origem ilícita dos recursos. Um dos réus também responde pelo crime de posse de munição de uso restrito, encontrada durante as buscas realizadas na operação. Vídeos mais assistidos do g1 RN
