
Para acelerar a instalação das comissões, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer manter no comando os mesmos partidos que estavam à frente dos colegiados no ano passado. Com duas exceções: a Comissão de Constituição e Justiça e a Comissão Mista de Orçamento. O tema será apresentado na primeira reunião do Colégio de Líderes, que será realizada nesta terça-feira (28), na Residência Oficial do Presidente da Câmara. Pelas regras, o PL permaneceria no comando de comissões como Saúde e Relações Exteriores e o PT se manteria à frente de comissões como Finanças e Tributação e Direitos Humanos. Os presidentes, no entanto, precisariam ser outros deputados de cada sigla, para cumprir o previsto no Regimento Interno. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A justificativa da presidência da Câmara é que isso permitiria instalar as comissões com mais velocidade em ano eleitoral por duas razões principais: A primeira é iniciar os trabalhos o quanto antes já que a Câmara costuma parar no meio do ano para a campanha. A segunda razão é acelerar as aprovações das atas para o pagamento das emendas de comissão. Parlamentares incluíram um dispositivo para que esses valores sejam liberados no mesmo ritmo de dois anos atrás, quando também foi ano eleitoral. Líderes partidários têm se manifestado favorável à proposta. O líder do PT, Pedro Uczai (PT-SC), disse que vai levar a questão à próxima reunião de bancada. As duas exceções são a CCJ e a CMO. A Comissão de Constituição e Justiça é a mais importante da casa. E o ex-presidente Arthur Lira (PP-AL) tinha estabelecido no início da legislatura um rodízio entre partidos para a presidência do colegiado: PT no primeiro ano, PL no segundo, União Brasil no terceiro e MDB no quarto. Já a Comissão Mista de Orçamento tem uma alternância da presidência e da relatoria entre Câmara e Senado. Em 2026, a vaga da Câmara será a da presidência. E foi prometida ao PSD. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, em imagem de 2025 Douglas Gomes/Câmara dos Deputados
