
Prefeitura Uberlândia decide por demissão de servidor que apresentou atestado falso Danilo Henriques/Secom Um oficial administrativo, lotado na Secretaria Municipal de Educação de Uberlândia, foi demitido por apresentar atestado médico falso. De acordo com a Prefeitura, ele protocolou um documento que teria sido emitido pela Unidade de Atendimento Integrado (UAI) do Bairro Planalto para abonar faltas por uma semana, em agosto de 2024. Contudo, durante a apuração, a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que administra a UAI Planalto, afirmou que o servidor não passou por atendimento médico na unidade na data que consta do suposto atestado, o que evidencia a farsa do documento apresentado. A decisão de demissão foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) desta quarta-feira (21). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Segundo o Município, servidor ainda admitiu que pagou cerca de R$ 60 pelo atestado médico, que abonaria faltas do dia 23 a 29 de agosto de 2024, voltando ao trabalho numa sexta-feira que antecedia um feriado municipal. Ele também afirmou que comprou o falso documento por intermédio de um contato indicado por terceiro. O servidor ainda relatou que recebeu o suposto atestado por meio do aplicativo WhatsApp e realizou o cadastro no sistema oficial da Administração. "Tal circunstância, por si só, revela a plena consciência da ilicitude da conduta, afastando qualquer alegação de erro, desconhecimento ou boa-fé objetiva", informou a decisão. Conforme a publicação, a comissão processante havia entendido pela aplicação da penalidade de suspensão de 90 dias do servidor. Entretanto, diante da gravidade do caso, o secretário de Administração, Celso Pereira de Faria, divergiu do relatório e decidiu pela demissão do oficial administrativo. "Uma vez que a gravidade concreta da infração, o dolo evidenciado, o potencial lesivo à Administração e a quebra irreparável da confiança funcional impõem a aplicação da sanção máxima prevista no ordenamento jurídico", afirmou na publicação. Servidor admitiu que faltaria no período para trabalhar em outro lugar Ainda de acordo com a decisão do Município, o oficial administrativo declarou em depoimento que pretendia se ausentar do trabalho na Prefeitura de Uberlândia para “poder trabalhar em outro lugar e conseguir dinheiro para organizar sua vida”. "A conduta foi praticada com o propósito deliberado de obtenção de vantagem indevida mediante afastamento irregular do serviço público. Demonstra, de forma cristalina, o dolo específico, a quebra da fidúcia funcional e a utilização do cargo público em benefício particular, em flagrante violação aos deveres de honestidade, lealdade, legalidade e dedicação ao serviço público", afirmou a publicação. LEIA TAMBÉM: Servidora que faltou quase metade do ano é exonerada pela Prefeitura de Uberlândia Servidora admite ter pago R$ 600 a professora por diploma falso e Prefeitura de Uberlândia mantém cassação de aposentadoria Servidores da Prefeitura de Uberlândia são reprovados no estágio probatório por excesso de faltas não justificadas Servidora é exonerada após apresentar atestado médico de dois dias rasurado Técnica de enfermagem demitida de policlínica municipal admitiu que imprimiu contratos do próprio buffet durante o expediente ASSISTA: Uberlândia é a 2º cidade com a maior frota de carros elétricos e híbridos Uberlândia é a 2º cidade com a maior frota de carros elétricos e híbridos VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
