Namorado de delegada presa por ligação com o PCC apoiava facção em Roraima

Published 4 hours ago
Source: g1.globo.com
Namorado de delegada presa por ligação com o PCC apoiava facção em Roraima

A delegada Layla Lima Ayub e o namorado Jardel Neto Pereira da Cruz, apontado como um dos chefes do PCC em Roraima. Reprodução/Redes sociais O namorado da delegada Layla Lima Ayub, presa nesta sexta-feira (16) em São Paulo por suspeita de advogar para o Primeiro Comando da Capital (PCC), havia sido preso em Roraima por dar apoio à facção no estado. Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, de 28 anos, foi preso em flagrante em 2021 durante uma investigação da Polícia Federal (PF). Ele foi preso por tráfico de drogas e organização criminosa Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) em Roraima. Jardel é apontado como integrante do PCC e foi enviado de São Paulo para Roraima com a missão de apoiar e reorganizar a atuação da facção criminosa no estado. 📱 Receba as notícias do g1 Roraima no WhatsApp Conforme imagens publicadas nas redes sociais, Jardel está solto e acompanhou Layla no momento da posse dela como delegada, no dia 19 de dezembro do ano passado. À época, relatórios de inteligência indicavam que “Dedel” atuava em bairros da zona Oeste de Boa Vista, frequentava o Conjunto Habitacional Vila Jardim. LEIA TAMBÉM: Delegada acusada de advogar para o PCC é presa em São Paulo As apurações apontaram que ele se apresentava como representante da facção paulista e cobrava das chefes locais ações mais agressivas, incluindo a articulação de ataques contra autoridades do Judiciário, do sistema penal e integrantes das forças de segurança. Atuação em Roraima Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, foi preso em flagrante em 2021 Reprodução Dedel é maranhense e chegou a Roraima no início de 2021 vindo de São Paulo. As investigações também apontaram que ele oferecia armas a criminosos locais para a execução de crimes e atuava no tráfico de drogas, além de participar da receptação de bens frutos de roubos e furtos. A investigação também apurou que Dedel incentivava o recrutamento de adolescentes para a prática de crimes graves, como homicídios, estratégia usada por facções para tentar reduzir punições penais. Prisão da delegada A delegada Layla Lima Ayub foi presa durante uma operação do Ministério Público de São Paulo que investiga a infiltração do crime organizado em estruturas do Estado. Segundo a investigação, ela mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes do PCC e teria exercido irregularmente a advocacia mesmo após tomar posse como delegada, em dezembro de 2025. De acordo com o Ministério Público, Layla e Jardel são investigados pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça decretou a prisão temporária do casal e autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Pará. Na cerimônia de posse da delegada, realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, Jardel Neto Pereira da Cruz apareceu ao lado dela. Ele é apontado por autoridades da Região Norte como um dos chefes do tráfico de armas e drogas ligados ao PCC em Roraima. As investigações também apuram a compra de uma padaria na Zona Leste de São Paulo com dinheiro de origem ilícita, supostamente em nome de um “laranja”, para ocultar a real propriedade do negócio. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima. Delegada acusada de advogar para o PCC é presa

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