Levantamento mostra que mais da metade das cidades de SP não tem hospitais que fazem partos

Published 4 hours ago
Source: g1.globo.com
Levantamento mostra que mais da metade das cidades de SP não tem hospitais que fazem partos

Levantamento mostra que 58% das cidades de SP não realizam partos Um levantamento feito pela reportagem da TV TEM revela que 58% das cidades paulistas não realizam partos. O cenário ocorre porque elas não têm um leito obstétrico cadastrado no Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, 376 dos 645 municípios paulistas não possuem leitos obstétricos cadastrados. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Diante dessa situação, as gestantes devem dar à luz em cidades vizinhas, em hospitais ou em maternidades que sejam de referência. Entretanto, a chegada do bebê pode mudar o roteiro planejado pela família e pelo hospital. Nascimento em Quatá Levantamento mostra que 58% das cidades de SP não realizam partos Reprodução/TV TEM Em Quatá (SP), cidade de 13 mil habitantes, a pequena Elisa foi o primeiro nascimento registrado no município nos últimos três anos. Como a região não realiza partos, as gestantes são enviadas para outras unidades. Mas o caso da recém-nascida foi especial. Levantamento mostra que 58% das cidades de SP não realizam partos Reprodução/TV TEM A mãe, a cuidadora de idosos Amanda Jéssica Ribeiro dos Santos, conta que a ambulância chegou rápido, mas não houve tempo para o deslocamento. "Já entrei na sala, eles viram o cabelinho já. Eu já sabia. Eles [equipe], todos calmos comigo, falaram: 'Agora a força é sua, não vai dar tempo, vai nascer aqui'", relata. O parto ocorreu em um pronto-socorro municipal especializado em casos simples. "Foi uma grande emoção para toda a equipe, foi aplaudido", relembra a técnica de enfermagem Rosemeire da Silva. Falta de demanda e estrutura Levantamento mostra que 58% das cidades de SP não realizam partos Reprodução/TV TEM A cidade de Lucianópolis (SP) exemplifica essa realidade dos municípios paulistas sem estrutura para partos. Com 2.400 habitantes, o último nascimento dentro do município ocorreu há 14 anos. As gestantes, que fazem o pré-natal na única UBS da região, precisam ir a Bauru ou Duartina, cidades vizinhas. De acordo com a diretora de Saúde do município, Elaine Xavier, o volume de gestantes é baixo: foram 20 partos em 2024 e 17 em 2025. "Não tem nem possibilidade financeira, nem demanda para a gente ter uma maternidade ou uma instituição de parto no município", argumenta. O estado de São Paulo conta com apenas 336 hospitais credenciados pelo SUS para realizar o procedimento, espalhados por 269 municípios. Levantamento mostra que 58% das cidades de SP não realizam partos Reprodução/TV TEM Para a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), a eficiência dos deslocamentos das mães é o foco, mesmo que não haja demanda para as instituições de parto. "Ela [a gestante] precisa ter equipe completa com obstetras, neonatologistas, anestesistas e controle de infecção hospitalar", ressalta Silvana Maria Quintana, coordenadora científica da Sogesp. Registro e naturalidade após decreto de lei Levantamento mostra que 58% das cidades de SP não realizam partos Reprodução/TV TEM Embora tenham o seu nascimento em hospitais de cidades vizinhas, as crianças mantêm a relação com o seu local de origem. Por conta do Decreto Federal nº 9.256, de 29 de dezembro de 2017, os pais têm direito de escolha da naturalidade, ou seja, decidem se o recém-nascido é da cidade natal ou do lugar onde nasceu. "A gente percebe que isso reafirma o princípio da igualdade. Os pais podem optar entre o registro na cidade onde o filho vai crescer ou onde ele efetivamente nasceu", destaca a oficial de registro civil, Flávia Gimenes. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

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