Irã nega execução de manifestantes
A ditadura dos aiatolás negou que vá executar manifestantes presos no Irã.
O governo do Irã afirmou nesta quinta-feira (15) que não pretende executar manifestantes na onda de protestos no país
Pela primeira vez, a ditadura do Irã se manifestou oficialmente sobre o caso de Erfan Soltani, um manifestante preso semana passada. Uma organização iraniana de direitos humanos - sediada nos Estados Unidos - tinha noticiado que ele seria executado na quarta-feira (14).
Nesta quinta-feira (15), a mídia estatal iraniana afirmou que Erfan é acusado de conspirar contra "atividades de segurança interna e fazer propaganda contra o regime”. E que a pena de morte não se aplica ao caso dele. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o regime não tem planos de realizar enforcamentos.
Também nesta quinta-feira (15), a agência iraniana de notícias WANA divulgou imagens de uma aparente calma em Teerã. Mas como o bloqueio da internet continua, é difícil ter uma confirmação independente.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que está focado em resolver alguns dos problemas econômicos que levaram os iranianos às ruas.
O mundo acompanha atentamente o que acontece na República Islâmica. E não é à toa. Os protestos no Irã podem ter consequências além das fronteiras do país - com impactos não só no Oriente Médio, mas no cenário global.
O regime já avisou que, se for atacado, vai retaliar contra bases americanas na região. Na madrugada desta quinta-feira (15) , o Irã chegou a fechar o espaço aéreo por quase 5 horas.
Companhias aéreas tiveram que cancelar, atrasar ou desviar voos. O mapa, aliás, merece destaque. O Irã, com mais de 90 milhões de habitantes, fica no Golfo Pérsico, perto do Estreito de Ormuz. Uma das rotas mais importantes do mundo no escoamento da produção de petróleo do Oriente Médio.
O analista de relações internacionais Oliver Stuenkel considera que China e Rússia, grandes parceiros comerciais do Irã, preferem evitar a instabilidade na região.
"O Irã, estando em grande parte isolado economicamente e diplomaticamente do ocidente, quem mais se aproveitou disso recentemente do ponto de vista econômico foi a China, E, da mesma forma, o surgimento de um governo mais aberto, pró-ocidental, mudaria por completo a dinâmica na região e poderia possivelmente enfraquecer também a influência e presença da Rússia no Oriente Médio".
Irã nega que vá executar manifestantes presos; veja como protestos podem impactar a economia global
Published 6 hours ago
Source: g1.globo.com
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