Brasil segue em 2º no ranking de maiores juros reais do mundo após decisão do Copom; veja lista

Published 1 hour ago
Source: g1.globo.com
Brasil segue em 2º no ranking de maiores juros reais do mundo após decisão do Copom; veja lista

Banco Central mantém taxa básica de juros em 15% ao ano, mas indica corte em março O Brasil continua a ter o segundo maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) decidir nesta quarta-feira (28) manter a taxa Selic em 15% ao ano. 🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, os juros reais do país ficaram em 9,23%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A liderança do ranking, antes ocupada pela Turquia, passou para a Rússia, que registrou uma taxa real de 9,88%. Os turcos aparecem na quarta posição, com juros reais de 6,45%. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou ressaltou que o Brasil ainda enfrenta incertezas inflacionárias, devido às preocupações com os gastos do governo. Por outro lado, destacou que o índice de preços do país vem mostrando alívio em diversos itens, impulsionado pela queda global do dólar e pela desaceleração da atividade econômica, reflexo dos juros elevados. A Argentina, que ocupava a quarta posição do ranking na última medição da MoneYou, subiu para o terceiro lugar em janeiro, com taxa real de 7,63%. Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países. Selic inalterada Nesta quarta-feira, o Copom anunciou sua decisão de manter a taxa básica de juros inalterada na faixa de 15% ao ano. Com isso, a Selic segue no maior patamar em quase 20 anos — em julho de 2006, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a taxa estava em 15,25%. O anúncio desta quarta-feira marca a quinta decisão seguida pela manutenção da Selic. Juros nominais Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira manteve a quarta posição. Veja abaixo: Turquia: 37,00% Argentina: 29,00% Rússia: 16,00% Brasil: 15,00% Colômbia: 9,25% México: 7,00% África do Sul: 6,75% Hungria: 6,50% Índia: 5,25% Indonésia: 4,75% Filipinas: 4,50% Chile: 4,50% Israel: 4,00% Hong Kong: 4,00% Polônia: 4,00% Reino Unido: 3,75% Estados Unidos: 3,75% Austrália: 3,60% República TCheca: 3,50% China: 3,00% Malásia: 2,75% Coréia do Sul: 2,50% Nova Zelândia: 2,25% Canadá: 2,25% Alemanha: 2,15% Áustria: 2,15% Espanha: 2,15% Grécia: 2,15% Holanda: 2,15% Portugal: 2,15% Bélgica: 2,15% França: 2,15% Itália: 2,15% Taiwan: 2,00% Suécia: 1,75% Dinamarca: 1,60% Cingapura: 1,45% Tailândia: 1,25% Japão: 0,75% Suíça: 0,00% Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB

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