Três suspeitos de matar João Vitor são pronunciados a júri: 'Quero entender por que fizeram isso', diz mãe

Published 1 hour ago
Source: g1.globo.com
Três suspeitos de matar João Vitor são pronunciados a júri: 'Quero entender por que fizeram isso', diz mãe

João Vitor foi atraído por uma amiga que o levou até a facção criminosa Arquivo pessoal Três pessoas foram pronunciadas a júri popular pela morte de João Vitor da Silva Borges, de 21 anos, que ocorreu em 8 de março do ano passado. A decisão é da 1ª Vara Criminal da Comarca de Cruzeiro do Sul, onde o crime ocorreu. O trio deve responder por homicídio qualificado. 👉 Contexto: Jovem morreu um mês após ajudar a imobilizar um homem durante uma abordagem policial, que gerou revolta entre membros de facção criminosa. O corpo dele foi encontrado às margens do Rio Juruá três dias após o sumiço. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A decisão é da juíza Gláucia Gomes e é referente aos três primeiros presos no crime, que teriam participado da motivação e da condução de João Vitor, através de uma amiga, até a facção criminosa. Eles seguem presos em Cruzeiro do Sul. (Veja detalhes abaixo). João Victor, de 21 anos, foi achado morto dentro do Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre Arquivo pessoal Segundo a Justiça, a participação dos pronunciados no crime ficou comprovada por meio de imagens de uma vídeo chamada feita no local da morte. Com a pronúncia, também foi iniciado o prazo para a interposição de recursos do Ministério Público do Acre (MP-AC) e a defesa dos suspeitos. O g1 não conseguiu contato com a defesa deles. LEIA MAIS SAIBA AQUI: O que se sabe e o que falta saber sobre o caso? Quem era a vítima? Saiba aqui Jovem pode ter sido morto por ter dado mata-leão em suspeito de assalto em Cruzeiro do Sul Suspeito de participação na morte de jovem no interior do AC morre após passar mal na prisão A Polícia Civil confirmou nesta terça-feira (27) que 15 pessoas já foram presas na investigação e, ao todo, mais de 17 pessoas participaram do homicídio. Ainda conforme a Justiça, há dois outros processos ainda em andamento contra os demais envolvidos. Entre eles estão acusados de participar por videochamada, que serão analisados e julgados depois. Espera por condenação A auxiliar de serviços gerais Maria Verônica Borges da Silva, mãe de João Vitor, disse que se prepara psicologicamente para participar do júri popular. Após quase um ano, Maria Verônica contou que pensa no filho diariamente e espera que os suspeitos sejam condenados. "O julgamento é por causa da morte do meu filho. Eu quero participar para saber que tipo de tortura meu filho passou e o que levou a fazerem isso com ele", disse emocionada. Segundo o delegado responsável pelo caso, Heverton Carvalho, 15 pessoas já foram presas pela morte do jovem Relembre o caso João Vitor desapareceu no dia 8 de março de 2025, após sair de casa sem avisar para onde ia, em Cruzeiro do Sul. O corpo foi encontrado três dias depois as margens do Rio Juruá. Em julho, ao prender um dos suspeito, o delegado Heverton Carvalho informou que os suspeitos, que são integrantes da facção, se irritaram com o jovem por conta do envolvimento dele em uma abordagem da PM cerca de um mês antes do assassinato. A abordagem foi filmada por populares que estavam na região. As imagens mostravam João Vitor dando um 'mata-leão' em Gabriel Farias da Cruz, que foi imobilizado no Centro do município. Nas imagens, algumas pessoas se aproximam e conseguem afastar os dois rapazes. À época, a Polícia Civil afirmou que não foi encontrado nada de irregular com Gabriel e ele foi liberado. Conforme o boletim da Polícia Civil, após ser solto, o jovem teria cobrado da facção criminosa uma punição pelo comportamento de João Vitor. Jovem morto em Cruzeiro do Sul ajudou a imobilizar homem durante abordagem da PM "A cobrança por parte de Gabriel teria dado início às ações criminosas que levaram à morte da vítima", diz o registro policial. Conforme o boletim polícial, João Vitor foi chamado pela amiga Maria Francisca Fernandes Lima, de 27 anos, para conversar com algumas pessoas, contudo, ele foi levado em um carro de aplicativo até o bairro Cohab. Segundo o delegado à época, João Vitor foi brutalmente executado por membros de uma facção criminosa. Antes, a vítima foi submetida ao julgamento do 'tribunal do crime'. Reveja os telejornais do Acre

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