VÍDEO: Crianças são flagradas pulando de ponte sobre o Rio Acre; bombeiros alertam contra prática

Published 1 hour ago
Source: g1.globo.com
VÍDEO: Crianças são flagradas pulando de ponte sobre o Rio Acre; bombeiros alertam contra prática

Crianças são flagradas pulando de ponte sobre o Rio Acre; bombeiros alertam contra prática Imagens captadas por uma equipe da Rede Amazônica Acre flagraram crianças pulando da Ponte Juscelino Kubitschek e mergulhando no Rio Acre no início da tarde deste sábado (24) na capital. A prática é reprovada pelos bombeiros e pela Defesa Civil devido ao risco de acidentes e afogamentos. (Veja vídeo acima) A filmagem feita pelo cinegrafista José Rodinei, ao vivo durante o Jornal do Acre 1ª Edição, mostra sete meninos no local também conhecido como Ponte Metálica, sendo que dois estão em cima da estrutura lateral. Seis deles pularam nas águas e seguiram nadando por baixo da ponte. Nas imagens, não há adultos acompanhando o grupo, e é possível perceber a força da correnteza. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O nível do manancial saiu do transbordamento na manhã deste sábado e chegou a 13,74 metros ao meio-dia. Contudo, segue elevado desde o final de 2025. Com a elevação das águas, aumenta a quantidade de balseiros trazidos pelo fluxo do rio. Este é mais um motivo pelo qual autoridades recomendam evitar mergulhos e brincadeiras nas águas. Crianças mergulham sem supervisão no Rio Acre, na capital Reprodução/Rede Amazônica Acre LEIA MAIS: Enchentes elevam riscos de acidentes e afogamentos: 'Perigoso', alerta mãe de jovem que sumiu no Rio Acre 'Se foi um pedaço de mim', diz mãe de jovem que sumiu no Rio Acre durante enchente há um mês A Marinha do Brasil é responsável pela fiscalização dos rios no estado. A instituição informou que uma equipe deve atuar aqui no rio acre durante este sábado e também no domingo (25). A operação está prevista para começar às 15h. Alerta contra a prática As imagens acendem o alerta para mais um perigo trazido pela elevação dos rios e igarapés no período de chuvas na Amazônia. Além do contato com a água contaminada, que pode provocar doenças infecciosas, também existe o risco de afogamentos. O que muitos tratam como diversão, na verdade, pode representar imprudência. "É um período que coincide com a elevação dos igarapés e dos rios também, e coincide com outras situações que são as férias. Então, o que a gente recomenda é que se evite as águas nesse período, onde a gente tem a água com maior turbulência, tem uma água com a maior correnteza também", destacou o capitão Ely Souza, do Corpo de Bombeiros. O acúmulo de balseiros é mais um fator que aumenta a necessidade de precaução no período de cheias. Os materiais podem ficar escondidos sob a água e banhistas podem acabar sendo surpreendidos por eles, provocando acidentes. "É comum que caiam árvores, então as árvores vêm tanto pela superfície quanto pela parte profunda das águas. A correnteza tende a aumentar nesse período, o que dificulta caso a pessoa venha a cair na água", complementou o capitão. Balseiros se acumulam nas proximidades da Ponte Metálica em Rio Branco Júnior Andrade/Rede Amazônica O número de emergência 193 fica disponível 24 horas por dia, mas o recado principal é: cheias de rios e de igarapés não são momentos de lazer. Em caso de emergências, o militar alerta que pessoas que avistarem possíveis ocorrências não devem tentar intervir diretamente, mas auxiliem por meio de objetos que possam ajudar as vítimas a submergir. "Evite fazer um salvamento de forma direta, faça através de uma uma boia, ou de uma corda e que acione o Corpo de Bombeiros, que a está sempre de prontidão. Pode acionar, que a gente vai estar de prontidão para atender. Temos uma guarnição náutica que também atende", finalizou. Consequências Roger da Silva Matos, que desapareceu ao mergulhar no Rio Acre, e a mãe Roseane da Silva Arquivo pessoal Quem conhece as trágicas consequências que podem ser causadas pela elevação das águas é Roseane da Silva Matos, mãe do jovem Roger da Silva Matos, de 18 anos, que desapareceu no Rio Acre em março do ano passado ao mergulhar com amigos. Ela fez um alerta sobre os perigos de se aventurar no manancial durante o período de cheia. "Está muito recente a perda do meu filho, e quando vejo essas crianças tomando banho por lazer no rio, é muito doloroso, pois vem tudo aquilo na minha mente. Estar nessas águas é perigoso demais", disse. Após 10 meses, o corpo do jovem ainda não foi encontrado. As buscas por Roger foram encerradas pelos bombeiros após seis dias de operação. À época, os familiares dele chegaram a alugar um barco para buscar vestígios dele no rio. "É um sofrimento para uma mãe, perder um filho afogado. Até hoje não tive o corpo dele para velar. Peço para as mães que tenham mais cuidado para os filhos não estarem no rio", alertou. VÍDEOS: g1 f

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