Mortes no Hospital Anchieta: defesa nega envolvimento de técnica de enfermagem e diz que ela foi vítima de investigado

Published 6 hours ago
Source: g1.globo.com
Mortes no Hospital Anchieta: defesa nega envolvimento de técnica de enfermagem e diz que ela foi vítima de investigado

O que já se sabe sobre as mortes no Hospital Anchieta, no Distrito Federal A defesa de Amanda Rodrigues de Sousa afirmou que a técnica de enfermagem nega qualquer participação nas mortes de três pacientes que estavam internados no Hospital Anchieta, no Distrito Federal. As declaração foram feitas nesta sexta-feira (23) em coletiva de imprensa concedida pelo advogado de Amanda, Liomar Torres. A técnica de enfermagem de 28 anos é suspeita, segundo a Polícia Civil, de "dar cobertura" às ações de Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos. Entre as "ações", Marcos teria injetado doses altas de um medicamento nos pacientes – ou seja, usado o produto como um veneno. De acordo com o advogado de Amanda, ela nega ter colaborado com o colega de equipe. "Ela nega veementemente. [...] Em nenhum momento ela participou ou tinha conhecimento das mortes patrocinadas por Marcos Vinícius. A conduta das mortes é exclusiva de Marcos Vinícius", pontuou a defesa. Prova 'precária e seletiva' Mortes no Hospital Anchieta: polícia do DF passa a investigar mais dois casos suspeitos O advogado assumiu o caso após Amanda alegar "falta de confiança" na defesa anterior, que pediu prisão domiciliar. A nova defesa questionou a consistência das provas – imagens que mostram Amanda no ambiente da UTI enquanto Marcos Vinícius, supostamente, comete os crimes. "O que eu tenho de informação [...] é que a imagem que vincula Amanda a toda essa questão é uma imagem tirada dentro do ambiente de UTI. Para mim, não tem estranheza nenhuma, porque ela trabalhava no ambiente de UTI", disse Liomar. Ele classificou a imagem como "precária e seletiva". O advogado afirmou que vai pedir a quebra de sigilo do processo. Técnica diz ser vítima de Marcos Vinícius Amanda Rodrigues de Sousa e Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo. Redes sociais Segundo o advogado, após ter conhecimento dos casos, Amanda passou a desconfiar que poderia ter sido uma das vítimas. O advogado afirmou que Marcos Vinícius e Amanda tiveram uma relação extraconjugal por cinco meses. E que Amanda também acredita ter sido vítima de uma tentativa de homicídio. A técnica de enfermagem diz que também foi paciente da UTI do Hospital Anchieta no começo de dezembro, após uma cirurgia bariátrica. E que, enquanto estava internada, Marcos Vinícius aplicou "uma medicação" nela. Logo depois, Amanda diz ter tido uma forte aceleração cardíaca e ter sido socorrida pela enfermeira-chefe. A defesa afirmou que vai solicitar o prontuário médico para comprovar o atendimento. O advogado destacou ainda que, no dia 1º de dezembro – data de uma das mortes investigadas –, Amanda estaria de licença médica. Investigação Hospital Anchieta em Taguatinga no DF. TV Globo/Reprodução Além de Amanda e Marcos Vinícius, também está presa Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos. Os três são investigados por homicídio e estão presos temporariamente enquanto a polícia conclui o inquérito. A prisão vale por 30 dias, mas pode ser prorrogada por igual período. A Polícia Civil do Distrito Federal passou a investigar se outros dois pacientes do Hospital Anchieta, em Taguatinga, também podem ter sido assassinados pelos técnicos de enfermagem da instituição. As denúncias vieram de familiares que dizem ter reconhecido, nas reportagens sobre o caso, o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos. Segundo essas famílias, os parentes que estavam internados no Hospital Anchieta em agosto e em setembro também foram atendidos por Marcos Vinícius – e também morreram com paradas cardíacas súbitas. Os casos são tratados como suspeitos e vão ser investigados em um inquérito separado pela Coordenação de Repressão a Homicídios da Polícia Civil do DF. Imagem mostra enfermeiro suspeito de assassinar pacientes em hospital do DF no leito de possível vítima Reprodução LEIA TAMBÉM: Saiba quem são os três técnicos suspeitos de assassinar pacientes Principal suspeito arranjou novo emprego em UTI pediátrica após crimes, diz polícia O delegado responsável pelo inquérito, Wisllei Salomão, afirmou à TV Globo que essas novas investigações não vão exigir a exumação dos corpos. Para apurar se a morte foi provocada pelos técnicos de enfermagem, a Polícia Civil deve analisar o próprio prontuário médico e os exames de sangue que foram feitos pelo hospital à época, nos dias que antecederam os óbitos. LEIA TAMBÉM: Suspeito de assassinar pacientes diz que trabalhou na rede pública do DF; Secretaria de Saúde nega Investigadas por 'encobrir' crimes também podem responder por homicídio qualificado Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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