Estado dos EUA onde mulher foi morta por agente do ICE faz paralisação em protesto contra Trump

Published 2 hours ago
Source: g1.globo.com
Estado dos EUA onde mulher foi morta por agente do ICE faz paralisação em protesto contra Trump

Adesivo pedindo que o ICE saia da cidade é visto em Minneapolis, Minnesota, em 23 de janeiro de 2026 Erica Dischino/Reuters Dezenas de empresas em todo o estado de Minnesota, nos EUA, fecharam as portas nesta sexta-feira (23). O ato, encabeçado por líderes religiosos e sindicatos, é um protesto contra o envio de milhares de agentes do ICE, o serviço de imigração do país, às ruas de Minneapolis pelo presidente dos EUA, Donald Trump. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "FORA ICE!", diz um dos panfletos afixados nas portas dos estabelecimentos, em referência à agência de Imigração e Alfândega dos EUA, num dia gélido na nevosa Minneapolis, com temperaturas bem abaixo de zero. Em outro cartaz, é possível ler: "SEM TRABALHO. SEM AULA. SEM COMPRAS." Em todo o estado, bares, restaurantes, museus, lojas e outros comércios locais fecharam as portas. Muitos trabalhadores em Minneapolis planejavam participar de uma marcha à tarde, a qual promete ser a maior demonstração de oposição contra o governo Trump até o momento, segundo os organizadores. O prefeito da cidade, Jacob Frey, e outros democratas comparam o fluxo de agentes do ICE, ordenado por Washington, a uma invasão. Criança de 5 anos é detida pela imigração nos EUA "Se fosse em qualquer outra época, ninguém teria saído às ruas", disse Miguel Hernandez, líder comunitário e dono de uma padaria, que paralisou suas atividades. "Para nós, é uma mensagem de solidariedade com a nossa comunidade, de que vemos a dor e o sofrimento que estão acontecendo nas ruas, e é uma mensagem para os nossos políticos de que eles precisam fazer mais do que apenas aparecer nos noticiários." Nenhum distrito escolar fechou, mas as escolas de Minneapolis e St. Paul (conhecidas como Twin Cities, ou cidades gêmeas) ofereceram opções de aulas on-line. Morte de Renee Good Trump ordenou o envio de agentes do ICE para Minnesota em resposta a alegações de fraude contra alguns membros da grande comunidade de pessoas de origem somali do estado. Ele chamou os imigrantes somalis de "lixo" e disse que eles devem ser removidos do país como parte de seu esforço para expulsar mais imigrantes, incluindo alguns admitidos no país para buscar asilo e outros residentes legais, do que qualquer um de seus antecessores. Os moradores de Minnesota reagiram com uma série de protestos espontâneos. Em um deles, um agente do ICE matou a tiros a manifestante Renee Good, o que causou uma onda de revolta contra o governo Trump na cidade. Relembre a crise entre Minnesota e o governo Trump Altos funcionários do governo Trump foram a Minneapolis para defender o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA). O vice-presidente JD Vance declarou a repórteres durante sua visita na quinta-feira que o governo está "fazendo tudo o que pode para acalmar os ânimos". A visita é vista como um sinal de que Trump está perdendo apoio do público em sua política de deportações em massa. Um incidente em particular gerou uma onda de indignação, tanto em Minneapolis quanto em outras cidades: o uso de uma criança de 5 anos como "isca" pelos agentes do ICE para entrar na casa onde ela mora e prender familiares. A criança viu agentes mascarados levarem seu pai da entrada da garagem da casa, antes de indicarem ao menino a porta dos fundos e fazerem sinal para que ele batesse, segundo Rachel James, vereadora que disse ter presenciado o ocorrido. O menino acabou sendo retirado do local. Cerca de 3 mil agentes federais de segurança pública permanecem em Minnesota, como parte do que o Departamento de Segurança Interna descreveu como a maior operação de imigração de sua história. A cidade é o mais recente reduto democrata que Trump escolheu como alvo de uma demonstração de força federal. Ações parecidas já haviam ocorrido em Chicago, Los Angeles e Washington.

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