
Julio Iglesias em 2016 Carlos Giusti/AP Promotores do Tribunal Superior da Espanha arquivaram uma investigação preliminar contra o cantor Julio Iglesias, sob o argumento de que a Corte não tinha jurisdição porque os crimes alegados ocorreram no exterior e as acusadoras não residiam no país. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (23). O grupo de direitos Women's Link Worldwide havia feito a denúncia em 5 de janeiro em nome de duas mulheres que teriam trabalhado nas residências de Iglesias no Caribe por 10 meses em 2021, com base em uma investigação da emissora norte-americana Univision e do portal espanhol elDiario.es. As acusações incluíam tráfico humano para trabalho forçado e servidão, agressão sexual e violações dos direitos trabalhistas. Iglesias descreveu essas acusações como “completamente falsas” em várias postagens nas redes sociais. A Reuters tentou contato com representantes de Iglesias, de 82 anos, mas não obteve resposta. A Sony, gravadora do cantor, se recusou a comentar o caso. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O escritório do promotor afirmou, em documento visto pela Reuters, que o Tribunal Superior não poderia julgar Iglesias, pois os supostos crimes ocorreram na República Dominicana e nas Bahamas, acrescentando que a acusação ainda poderia ser feita nesses dois países. Além disso, as supostas vítimas não eram espanholas e não residiam na Espanha, segundo o documento, que citou jurisprudência do Supremo Tribunal limitando o princípio legal da jurisdição universal.
