Não estaria de tornozeleira se tivesse tantas relações políticas como dizem, afirma Vorcaro em depoimento à PF

Published 2 hours ago
Source: g1.globo.com
Vorcaro admite à PF que Master tinha problemas de liquidez e usava FGC como modelo de negócio Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou em depoimento à Polícia Federal (PF) ter conexões com políticos e disse que se realmente tivesse tantas conexões, não estaria preso ou usando tornozeleira eletrônica. O blog teve acesso a uma transcrição do depoimento dado pelo banqueiro à PF em dezembro do ano passado, na investigação sobre fraudes ligadas ao Master. O responsável pelo inquérito é o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). 📱 Acesse o canal da Sadi no WhatsApp Durante o depoimento, Vorcaro contou para a delegada da PF que não possui tantos contatos com políticos, pois ele é questionado se algum político procurou ajudar a viabilizar o negócio entre o Master e o Banco de Brasília (BRB). Em resposta, Vorcaro diz que o negócio com o BRB foi construído tecnicamente dentro do Banco Central (BC) e que o prejuízo com a paralisação do negócio não é só do dele, mas de todo o sistema financeiro do país. Em um outro trecho, Vorcaro confirma ter se encontrado algumas vezes com o governador do Distrito Federal (DF) Ibaneis Rocha (MDB), mas justificou que o que motivou os encontros foi o fato dele ser o controlador indireto do banco estatal e que nada, além de questões técnicas do BRB, foi discutido entre os dois. Entenda o que está por trás da liquidação do Banco Master Não consigo citar individualmente quem frequentava a minha casa, diz Vorcaro à PF sobre relações políticas Vorcaro diz que avisou a PF sobre viagem e que nem nos piores pesadelos esperava ser preso Mesmo após essa resposta de Vorcaro, a delegada volta a perguntar se o banqueiro não fez pedidos a parlamentares, secretários de Estado ou diretores de órgãos públicos. Como resposta, Vorcaro não confirma nem nega ter feito pedidos a outras autoridades, mas diz que o Banco Central tem discricionariedade e que, até um momento, a diretoria de fiscalização do BC tinha interesse em criar uma solução de mercado e evitar o que o banqueiro teria descrito como caos que está se instaurando no país.

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