STF pagou 128 diárias para seguranças em viagens em região de resort que foi da família de Toffoli

Published 1 hour ago
Source: g1.globo.com
STF pagou 128 diárias para seguranças em viagens em região de resort que foi da família de Toffoli

STF pagou 128 diárias para seguranças em resort que já pertenceu a irmãos de Dias Toffoli O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar uma representação que pedia o afastamento do ministro Dias Toffoli da investigação do Banco Master. Nesta quinta-feira (22), uma reportagem do jornal O Globo revelou que o Supremo pagou diárias para seguranças apoiarem autoridades da Corte, no Paraná, em uma região onde fica um resort que já pertenceu a dois irmãos de Dias Toffoli. O hotel teve como sócio um fundo de investimentos ligado à empresa Reag, investigada no Caso Master. O pedido foi apresentado por deputados do Novo e do PL. Eles alegavam possível impedimento ou suspeição de Dias Toffoli. Em novembro de 2025, o ministro viajou para assistir à final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, em Lima, no Peru, no mesmo voo particular que um advogado que defende um diretor do Banco Master. Ao arquivar a representação, o procurador geral Paulo Gonet afirmou que não há providências a serem tomadas, pois o caso já está em análise no STF. A PGR ainda analisa um outro pedido de afastamento, feito pelo senador Eduardo Girão, do partido Novo. Uma reportagem do jornal Estado de São Paulo revelou que a sede de uma empresa de dois irmãos de Toffoli, José Carlos e José Eugênio - que foi dona de um hotel à beira de uma represa em Ribeirão Claro, no Paraná, o resort Tayayá - funciona em uma casa. O Estadão foi ao endereço da empresa chamada Maridt Participações, registrado na Junta Comercial de São Paulo. Lá, encontrou uma casa de 130m², onde José Eugênio Toffoli mora com a esposa. Cássia Pires Toffoli disse ao jornal que nunca soube que a casa foi sede da Maridt e que não tem conhecimento de qualquer ligação do marido com o resort. "Moço, dá uma olhada na minha casa. Você está vendo a situação da minha casa? Se você entrar dentro, vai ficar assustado. O que está lá(na Junta Comercial), eu não sei. Eu sei que moro aqui há 24 anos e não sei de nada que é sede (da Maridt) aqui. Aqui é onde eu moro", mostra um vídeo de Cássia Pires Toffoli. Em 2021, os irmãos de Toffoli venderam, por intermédio da Maridt, parte das cotas que tinham no resort, por mais de R$ 3 milhões. A venda foi feita para o Arleen, um fundo controlado pela Reag, administradora de investimentos ligada ao Banco Master. Segundo o Banco Central, a Reag e o Banco Master montaram um esquema de operações combinadas para que o dinheiro circulasse entre fundos previamente organizados. Em agosto de 2025, a Reag foi alvo de busca e apreensão em uma mega operação contra o crime organizado, que mirou o esquema de lavagem de dinheiro do PCC. A operação foi batizada de Carbono Oculto. O inquérito foi para o STF por determinação do ministro, após pedido dos advogados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Desde que assumiu o caso, Dias Toffoli decretou sigilo absoluto na investigação, marcou uma acareação entre o dono do Master e um diretor do Banco Central, que conduziu o processo de liquidação do banco, reclamou da atuação da Polícia Federal e escolheu peritos da corporação para analisar material apreendido. O fundo Arleen e a família Toffoli permaneceram como sócios do resort de setembro de 2021 até o 2025. A família Toffoli vendeu a participação na sociedade em fevereiro. E o fundo Arleen deixou a sociedade em julho. Nesta quinta-feira (22), reportagem do jornal O Globo revelou que o STF pagou 128 dias de diárias a seguranças em viagens durante feriados, finais de semana estendidos e recesso do Judiciário para a região onde fica o resort Tayayá, entre 2022 e 2025. O custo total das diárias foi de R$ 460 mil. Em geral, ministros do Supremo viajam acompanhados de segurança. O que dizem os citados? Em nota, José Eugênio Dias Toffoli, administrador da Maridt, declarou que a empresa com sede em Marília, não integra atualmente o grupo Tayaya, sediado em Ribeirão Claro, no Paraná. Que a participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de parte da participação ao fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021. E que a segunda foi a alienação do saldo à empresa PHD Holding, em vinte e um de fevereiro de 2025. Afirmou também que todos os atos e informações financeiras da Maridt estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil, conforme exigido pela legislação. O Jornal Nacional não teve retorno dos outros citados na reportagem. Paulo Gonet arquiva representação que pedia afastamento de Dias Toffoli da investigação do Banco Master Reprodução/TV Globo

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