
Fim dos orelhões: todos os equipamentos serão retirados das ruas do DF Pontos turísticos, flores, desenhos: estes são alguns dos elementos presentes na coleção de cerca de 12 mil cartões telefônicos do bancário Román Dario Cuattrin. Com o fim dos orelhões, ele decidiu não vender sua coleção. 🔎 O ano de 2026 marca o fim de uma era no Brasil: os orelhões começaram a ser retirados definitivamente das ruas de todo o Brasil em janeiro. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 38 mil aparelhos ainda permanecem no território nacional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. De acordo com o colecionador, a Telebras lançou o primeiro cartão de indução para ligações em telefones públicos em 1992. "O Brasil foi pioneiro na tecnologia de indução", afirma Roman Dario Cuattrin. Para venda, em 1995. Então, em 1999, Roman decidiu colecionar. Ele comprava em bancas de revista e feiras ou procurava atrás dos orelhões. "Não, ela [a coleção] não tem preço. Não vendo, não tem preço", diz. Coleção de cartões Coleção de cartões telefônicos de bancário do DF. TV Globo/Reprodução Entre os mais de 12 mil cartões, há figuras e desenhos como: animais arte serviços e propagandas de lojas cartões que viram um jogo de dominó cidades do país Ayrton Senna Burle Marx Criança Esperança cartões internacionais Retirada dos orelhões Coleção de cartões telefônicos de bancário do DF tem mais de 12 mil unidades. TV Globo/Reprodução Quase indispensáveis no passado, os orelhões se tornaram praticamente obsoletos com a popularização dos celulares. No DF, só há dois orelhões em funcionamento, segundo a Anatel. A retirada começa agora porque, no ano passado, acabaram as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pelos aparelhos. 📞 Com o fim dos contratos, Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefonica deixam de ter a obrigação legal de manter a infraestrutura de telefones públicos. A extinção dos aparelhos não será imediata em todos os locais. Em janeiro, começa a remoção em massa de carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões só devem ser mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível. E só até 2028. O processo de retirada já vinha ocorrendo nos últimos anos. Dados da Anatel mostram que, em 2020, o Brasil tinha ainda cerca de 202 mil orelhões nas ruas. Como contrapartida pela desativação, a Anatel determinou que as empresas devem redirecionar seus recursos para investimentos em redes de banda larga e telefonia móvel, tecnologias que hoje dominam a comunicação no país. Dados disponibilizados pela agência mostram que mais de 33 mil orelhões estão ativos, enquanto cerca de 4 mil estão em manutenção. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
