Pouso Alegre é a única entre as maiores cidades do Sul de Minas a registrar alta nos casos de estupro

Published 1 hour ago
Source: g1.globo.com
Pouso Alegre é a única entre as maiores cidades do Sul de Minas a registrar alta nos casos de estupro

Pouso Alegre é a cidade que registra mais estupros entre as maiores do Sul de MG Pouso Alegre é a única cidade entre as maiores do Sul de Minas a registrar aumento nos casos de estupro nos últimos três anos. Os dados são da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e consideram os registros oficiais no período de 2023 a 2025. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Segundo o levantamento, o município passou de 10 casos em 2023 para 14 em 2025, o que representa um aumento de 40%. No mesmo período, outras cidades da região apresentaram queda ou estabilidade nos números. Em Poços de Caldas, os registros caíram de 25 para 17 casos, uma redução de 32%. Em Passos, o número diminuiu de seis para cinco ocorrências, enquanto Varginha permaneceu estável, com 15 casos em todo o período analisado. Um episódio recente que chamou a atenção em Pouso Alegre foi a prisão de um homem de 60 anos, suspeito de violência sexual e também de violência doméstica. Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que ele praticava, de forma recorrente, violência sexual, física, psicológica, moral e patrimonial contra a companheira, com quem vivia há mais de 20 anos. O suspeito permanece preso. Pouso Alegre é a única das maiores cidades do Sul de Minas a registrar aumento nos casos de estupro Marcelo Camargo/Agência Brasil Subnotificação e cultura do estupro dificultam enfrentamento do problema Em entrevista à EPTV, afilada à TV Globo, a ativista e jurista Pâmela Vindilino destaca que os números oficiais não refletem totalmente a realidade, já que muitos casos de violência sexual não são denunciados. A subnotificação está relacionada à chamada cultura do estupro, que frequentemente coloca a vítima sob julgamento e relativiza a responsabilidade do agressor. "Quando uma mulher vai denunciar, se relativiza muito: que roupa ela estava usando, em que horário ela estava andando pela rua, se ela estava alcoolizada ou não… coloca a conduta da mulher como motivo dela ter sido estuprada, quando, na verdade, quem tinha que ser colocado contra a parede é o agressor", explica. A ativista ainda ressalta que a maioria dos casos não acontece em vias públicas ou envolve desconhecidos, mas ocorre dentro de casa, muitas vezes praticados por pessoas próximas ou da própria família, especialmente quando as vítimas são crianças e adolescentes. Por isso, é importante estar atento aos sinais. "A vítima de violência sexual sempre vai mostrar sinais. Ela vai ficar em silêncio, vai ter alguma marca de agressão física, porque muitas vezes quando [o estupro] acontece em casa, vem acompanhado da violência doméstica. A criança ou adolescente vai mudar o comportamento na escola. Então, é importante ter esse olhar atento", detalha a ativista. A orientação é que denúncias sejam feitas sempre que houver suspeita. Em situações de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190. Também estão disponíveis canais de denúncia anônima, como o Disque 100, para violações de direitos humanos, e o Disque 180, Central de Atendimento à Mulher. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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