Em meio a crise com aliados europeus, Trump diz que fez mais pela Otan 'do que qualquer outra pessoa viva ou morta'

Published 1 hour ago
Source: g1.globo.com
Em meio a crise com aliados europeus, Trump diz que fez mais pela Otan 'do que qualquer outra pessoa viva ou morta'

Donald Trump em coletiva na Casa Branca Reprodução No discurso que marca o primeiro aniversário de seu segundo mandato, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira (20) que fez mais pela Otan "do que qualquer outra pessoa viva ou morta". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A declaração foi feita em meio a uma das crises mais profundas da aliança militar, causada pelo desejo expresso de Trump de anexar a Groenlândia, pertencente à Dinamarca, que também é membro da Otan. O republicano subiu nesta ao púlpito geralmente usado por sua porta-voz, Karoline Leavitt, para discursar a jornalistas em Washington. Ao comentar a aliança militar ocidental, Trump disse que fez "mais pela Otan do que qualquer outra pessoa, viva ou morta". Em junho, ele negociou com a Europa o aumento de investimentos em defesa dos países-membros. "Ninguém fez mais pela Otan, e acho que a maioria das pessoas diria isso. Acho que você poderia perguntar ao Secretário-Geral sobre isso, mas nós já dissemos. Eu fiz mais pela Otan do que qualquer outra pessoa, e vejo tudo isso, a Otan precisa nos tratar com justiça." Ao ser questionado por um repórter sobre o quão longe estaria disposto a ir para adquirir a Groenlândia, Trump respondeu: "Vocês vão descobrir". O norte-americano também disse que não vai participar de uma reunião do G7 proposta pelo presidente francês, Emmanuel Macron, para discutir a questão da Groenlândia. O segundo mandato de Trump até agora foi marcado por decisões e embates que abalaram os Estados Unidos e todo o planeta. Em 12 meses, o presidente norte-americano lançou mão de um tarifaço global, ordenou ataques militares e ameaçou países parceiros. Antes do pronunciamento de Trump a jornalistas na coletiva de imprensa, a Casa Branca distribuiu um documento de 31 páginas listando 365 medidas que a administração considera ser 'conquistas' desde a posse do republicano. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Somalis Boa parte do discurso de Trump foi usado para criticar imigrantes, com destaque para os somalis, um de seus alvos mais comuns: "Dizem que é o pior país do mundo. Se é que pode ser chamado de país, eu não acho que seja um país." Ele mostrou fotos de imigrantes presos pelo ICE em Minnesota, afirmando que eles teriam cometido crimes — moradores do estado estão protestando contra o serviço de imigração após a morte de Renée Good, cidadã americana nascida nos EUA. O republicano alegou que Renée e outros que protestam contra a ação do ICE seriam "agitadores profissionais". Ao criticar imigrantes, ele repetiu a acusação sobre países estrangeiros terem levado criminosos propositalmente para os EUA, a qual carece de fundamento. Em um momento que estava fora do script, ele elogiou a gangue de motoqueiros Hell's Angels: "Eles fazem nossos Hells Angels parecerem as pessoas mais doces do mundo, enquanto os Hell's Angels agora são considerados pessoas legais e de alta qualidade. Eu gosto dos Hell's Angels. Eles votaram em mim." Bombardeios em terra Trump afirmou novamente que seu governo começaria "muito em breve" a combater o tráfico de drogas nos Estados Unidos por via terrestre, após alegar que ataques das forças americanas a embarcações suspeitas de transportar drogas no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico reduziram a quantidade de drogas que entram nos EUA por via marítima. O republicano não especificou de qual país as drogas estavam sendo transportadas por terra, nem quais países seriam os alvos. Pelo menos desde o início de dezembro Trump afirma que bombardeios em terra na America Latina visando traficantes começarão "muito em breve". Críticas à ONU Ao comentar a criação de seu "Conselho da Paz", Trump criticou a ONU pela "falta de ajuda" nas negociações em que ele esteve presente. "Acabamos de criar o Conselho da Paz, que eu acho que vai ser incrível. Gostaria que as Nações Unidas pudessem fazer mais. Gostaria que não precisássemos de um Conselho da Paz. Mas as Nações Unidas, sabe, com todas as guerras que eu negociei, nunca me ajudaram em nenhuma", disse o republicano. "Quer dizer, acho que não posso culpá-los. Eu não os chamei para ajudar. Mas eu consegui reunir presidentes e primeiros-ministros. Discutimos. Nos demos bem. Eles gostavam de mim. Eu gostava deles. Cada um deles me indicou para o Prêmio Nobel. Em todas as guerras, entre muitas outras pessoas, fui indicado para o Prêmio Nobel." Imigração A imigração, tanto legal quanto ilegal, é um dos temas mais frequentemente trazidos à tona por Trump em suas aparições oficiais. Antes mesmo de assumir o poder, Trump prometeu expulsar dos EUA todos os imigrantes que vivem em situação irregular no país. A promessa não se cumpriu, mas Trump colocou nas ruas mais de 20 mil agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês). Antes dedicados a vigiar fronteiras, eles passaram a caçar e prender imigrantes, alguns inclusive em processo de regularização. O resultado: 605 mil deportados até dezembro, além de 1,9 milhão de "autodeportações" voluntárias. Mas as ações do ICE também geraram revolta: a morte de uma cidadã americana baleada por um agente de imigração em Minnesota desencadeou uma onda de protestos no estado e uma batalha jurídica. 2º mandato de Trump completa 1 ano: veja em 10 pontos as medidas que abalaram os EUA e o mundo

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