Polícia prende mais cinco PMs suspeitos de ligação na execução de comerciante apontado como lobista na Zona Leste de SP

Published 2 hours ago
Source: g1.globo.com
Polícia prende mais cinco PMs suspeitos de ligação na execução de comerciante apontado como lobista na Zona Leste de SP

Polícia prende PM suspeito de envolvimento na execução de comerciante apontado como lobista na Zona Leste de SP A Polícia Civil de São Paulo prendeu mais cinco policiais militares suspeitos de envolvimento na execução de um comerciante que atuava como lobista e foi assassinado a tiros em novembro do ano passado, na Vila Formosa, Zona Leste de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, Luis Francisco Caselli, de 61 anos, trabalhava para defender os interesses de empresas junto ao poder público e tinha diversas passagens pela polícia por estelionato (leia mais abaixo). Na sexta-feira (16), um primeiro policial militar de nome Hélio Passos já havia sido detido pela Corregedoria da PM por suspeita de participação no crime. Os seis policiais fazem parte do 6° Batalhão de Ações Especiais (BAEP) de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Os policiais presos foram levados pela Corregedoria da Polícia Militar ao Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital. Luis Francisco Caselli foi morto por volta das 18h30 do dia 24 de novembro, quando chegava em casa de carro. Reprodução Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as prisões foram resultado de uma investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que apontou a participação dos agentes no crime, após investigações que duraram vários meses. "A gente não fica feliz com essa situação, em que um agente público que se comprometeu a servir e proteger acaba se envolvendo em uma ação criminosa, mas é importante que a população saiba que, quando isso acontece, nossas polícias estão de prontidão para trazê-los à Justiça. Não há hesitação em cortar na própria carne para punir os que adotam condutas ilegais", destacou o secretário de Segurança Pública, Nico Gonçalves, por meio de nota. No dia do crime, o comerciante estava chegando em casa de carro quando foi abordado por dois homens em uma moto. Após uma breve conversa, o garupa sacou uma arma e fez vários disparos. O comerciante foi socorrido, mas não resistiu. Segundo os investigadores, o PM Hélio Passos recebeu um rastreador veicular que estava instalado no carro da vítima e que teria sido usado para monitorar seus deslocamentos antes do crime. A polícia também prendeu Clévio Queiroz dos Santos, apontado como o homem que vendeu o rastreador utilizado para acompanhar a rotina de Caselli. Em depoimento, Clévio afirmou à polícia que entregou o equipamento ao policial militar Hélio Passos. A partir dessa informação, a Corregedoria da PM e a Polícia Civil pediram a prisão dos agentes. A defesa deles não foi localizada pela reportagem. Execução registrada por câmeras Luis Francisco Caselli foi morto por volta das 18h30 de 24 de novembro, quando chegava em casa de carro. Imagens de câmeras de segurança mostram dois homens em uma moto se aproximando do veículo. O garupa desce, saca uma arma e dispara ao menos três vezes à queima-roupa contra a vítima. Após os disparos, o atirador vai até a parte traseira do carro e tenta retirar um objeto. Para os investigadores, ele tentava recuperar o rastreador instalado no veículo. Antes de conseguir retirar o equipamento, o carro ainda se movimenta por alguns metros e colide com outro veículo. Em seguida, os criminosos fogem. Caselli chegou a ser socorrido e levado ao Hospital do Tatuapé, mas não resistiu aos ferimentos. Histórico criminal da vítima Segundo a Polícia Civil, Luis Francisco Caselli atuava como lobista de empresas no poder público e tinha diversas passagens pela polícia por estelionato. De acordo com o Ministério Público Federal, ele chegou a se passar por delegado da Polícia Federal em alguns golpes, contando com a ajuda de policiais. A principal linha de investigação é a de que o comerciante tenha sido alvo de uma execução planejada. O caso foi registrado como homicídio qualificado no 30º Distrito Policial do Tatuapé, que segue com as investigações para identificar todos os envolvidos no crime.

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