Banco Master: aplicativo do FGC apresenta instabilidade no 1º dia de pedidos de ressarcimento

Published 3 hours ago
Source: g1.globo.com
Banco Master: aplicativo do FGC apresenta instabilidade no 1º dia de pedidos de ressarcimento

Aplicativo do FGC apresenta instabilidade no 1º dia de pedidos de ressarcimento O aplicativo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) apresenta instabilidade neste sábado (17), no primeiro dia dos pedidos de ressarcimento dos investidores que compraram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do banco Master. As solicitações podem ser feitas desde as 9h30 por pessoas físicas por meio do aplicativo, mas os credores têm relatado dificuldades em enviar os arquivos solicitados e em concluir os procedimentos. Para empresas, o pedido deve ser feito pelo site do FGC na internet. Às 12h37, por meio de sua assessoria de imprensa, o FGC informou que o aplicativo registrou um alto volume de acessos simultâneos, provocando instabilidades e afetando a sua disponibilidade aos usuários. Até as 12h deste sábado, o órgão informou que foram registrados mais de 140 mil acessos. "A infraestrutura tecnológica do aplicativo é auto escalável, de forma que a normalização da disponibilidade é esperada para as próximas horas. As equipes técnicas seguem monitorando continuamente e atuando na promoção do ganho de performance da plataforma", acrescentou o FGC. Aplicativo do FGC apresenta instabilidade para os usuários Reprodução Depois de concluída a solicitação, o credor receberá o pagamento em até dois dias úteis, em uma conta de sua titularidade, informou o Fundo Garantidor de Crédito. Segundo o FGC: o número de credores da garantia, inicialmente estimado em 1,6 milhão, é da ordem de 800 mil. o valor total a ser pago em garantias será de R$ 40,6 bilhões, contra a estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões. ➡️O FGC informou que possui liquidez de R$ 125 bilhões, conforme dados de novembro de 2025. FGC alerta para tentativas de golpes ➡️O FGC também alertou para possíveis tentativas de golpe envolvendo o pagamento de garantia. O órgão reforçou que os canais oficiais de atendimento e divulgação de informações são o app do FGC, telefone, email e redes sociais. "O FGC não cobra nenhum tipo de taxa para efetuar o pagamento da garantia, não antecipa, não transfere créditos garantidos e não utiliza intermediários. Nenhum contato é feito por meio do WhatsApp ou SMS", informou. Segundo o presidente do FGC, Daniel Lima, é importante que as pessoas estejam atentas para não serem enganadas. “Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos", acrescentou Daniel, Lima, do FGC. Quem está protegido pelo FGC? Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. No caso dos investidores, a cobertura varia conforme o tipo de aplicação. Estão dentro das regras do FGC: CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB); Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs). O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil. ⚠️ EXEMPLO: Quem tinha R$ 180 mil investidos e R$ 100 mil para receber em rendimentos terá acesso a até R$ 250 mil. O valor que exceder esse limite deve ser solicitado no processo de liquidação conduzido pelo BC. Quem não está protegido pelo FGC? Não têm direito à cobertura do FGC os investidores que aplicaram em produtos sem garantia do fundo, como: Debêntures; Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs),; Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs); Fundos de investimento; Títulos emitidos fora do sistema de proteção. Nesses casos, não há indenização automática: todo o valor investido entra integralmente na fila da liquidação e só poderá ser recuperado se houver recursos suficientes após o pagamento das obrigações prioritárias. Liquidação do banco Master A instituição de Daniel Vorcaro foi liquidada no dia 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central. A instituição já operava sob risco de falência por causa do alto custo de captação e da exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado. Tentativas de venda, como a proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram. Todas foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações. O sinal de alerta no mercado ficou mais evidente quando o banco passou a oferecer produtos financeiros com remunerações muito acima do padrão. O principal deles eram os CDBs emitidos pela instituição.

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