Quadrilha é presa e adolescentes são apreendidos por tortura e assassinato de jovem em MT

Published 2 hours ago
Source: g1.globo.com
Quadrilha é presa e adolescentes são apreendidos por tortura e assassinato de jovem em MT

Os presos são investigados por envolvimento no assassinato de Emily Carolaine Roman de Oliveira Polícia Civil de Mato Grosso Quatro pessoas foram presas e três adolescentes foram apreendidos suspeitos de envolvimento no assassinato de uma adolescente de 16 anos, durante a Operação Proditio, cumprida pela Polícia Civil, nos municípios de Araputanga e Jauru, a 371 e 463 km de Cuiabá, respectivamente, na manhã desta sexta-feira (16). Ao todo, a Justiça expediu 21 ordens judiciais, sendo os quatro mandados de prisão preventiva, três de internação provisória, sete de busca e apreensão e sete de quebra de sigilo de dados telemáticos. As decisões foram autorizadas pela Vara Única de Araputanga, com base nas investigações da Polícia Civil. Segundo a polícia, os alvos ocupavam funções estratégicas dentro de uma facção criminosa, como liderança, disciplina e execução de punições impostas pelo grupo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O crime A vítima, identificada como Emily Carolaine Roman de Oliveira, foi morta no dia 19 de outubro de 2025. Segundo a investigação, a adolescente foi atraída para uma casa no Bairro Jardim Village, em Araputanga. No local, ela foi submetida a um “tribunal do crime”, onde foi torturada e morta. A polícia informou que a vítima foi torturada por várias horas, com agressões físicas, choques elétricos, afogamento em uma caixa de água e, por fim, estrangulada com um lençol. O corpo foi encontrado dois dias depois, no dia 21 de outubro, às margens do Rio Bugres. O laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou que a morte ocorreu por asfixia mecânica causada por estrangulamento. O exame também apontou sinais de violência sexual, múltiplos hematomas e marcas de defesa pelo corpo. Segundo a Polícia Civil, a sessão de tortura foi gravada e transmitida por videochamadas para outros integrantes da facção. Investigação As apurações indicam que o crime foi ordenado por lideranças locais da facção como forma de punição e intimidação. A motivação estaria ligada a conflitos internos do grupo, já que a adolescente era suspeita de envolvimento no desaparecimento de um integrante da organização criminosa ocorrido dias antes. As investigações continuam para aprofundar a análise das provas e identificar outros possíveis envolvidos no crime. A ação contou com policiais da Delegacia de Araputanga e da Regional de Cáceres.

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