A disputa por minerais estratégicos da Groenlândia
O avanço das mudanças climáticas está transformando a Groenlândia em uma peça-chave da disputa geopolítica no Ártico. Com o derretimento do gelo, a maior ilha do mundo se torna mais acessível, chamando a atenção dos Estados Unidos, em um cenário marcado pela presença crescente de Rússia e China na região.
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“Precisamos da Groenlândia por questões de segurança nacional, não pelos minerais. Toda aquela área está se tornando muito importante, e por muitas razões”, afirmou Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
Uma dessas razões está no subsolo da ilha. O aquecimento global vem acelerando o derretimento das camadas de gelo da Groenlândia, facilitando o acesso a uma reserva praticamente intacta de recursos naturais.
O território é rico nos chamados minerais de terras raras, usados na fabricação de turbinas eólicas, baterias de carros elétricos, semicondutores, caças militares, satélites e drones — componentes centrais da tecnologia moderna.
Estimativas indicam que a Groenlândia concentre mais de 36 milhões de toneladas desses minerais. Atualmente, a China domina cerca de 60% da produção mundial de terras raras, o que dá a Pequim controle sobre preços e fornecimento global.
Esse domínio ficou evidente em 2025, quando Trump anunciou um aumento expressivo de tarifas sobre produtos chineses. Em resposta, a China suspendeu a exportação de dois minerais essenciais para os Estados Unidos. Esses elementos que também estão presentes no solo da Groenlândia.
Diante de tamanha riqueza, a pergunta é inevitável: por que a mineração ainda não avançou na ilha?
A resposta está nas condições extremas. A Groenlândia tem clima severo, extensas áreas cobertas por gelo, poucas estradas e praticamente nenhuma infraestrutura. Nessas circunstâncias, explorar minerais é caro e logisticamente complexo.
Esse cenário, porém, está mudando. O Ártico aquece cerca de quatro vezes mais rápido que o restante do planeta. Com o recuo do gelo, o acesso aos depósitos minerais se torna mais simples e menos custoso.
Embora Trump minimize o interesse econômico, a Groenlândia segue no radar estratégico dos Estados Unidos, especialmente em um momento de intensificação das atividades russas e chinesas na região.
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Published 2 hours ago
Source: g1.globo.com
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