PF e PGR se reúnem após decisão de Toffoli sobre apreensões
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a periciar celulares apreendidos nesta semana em operação do caso do Banco Master. No entanto, restringiu o acesso a 4 peritos da corporação. Além disso, a Procuradoria-Geral da República deverá acompanhar os trabalhos.
A decisão ocorre após um vaivém sobre o acesso aos celulares.
Inicialmente nesta quarta-feira (14) após a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, Toffoli havia determinado que as provas (entre elas, os celulares) fossem armazenadas e lacradas no próprio STF. Ele dizia que as autoridades competentes iriam periciar, mas não especificava quais nem como.
Depois, ainda na quarta, a PF e a PGR pediram a reconsideração dessa decisão. Toffoli determinou que a guarda do material ficasse com a PGR.
Agora, ele faz um novo movimento e autoriza acesso também aos 4 peritos da PF: Luis Filipe da Cruz Nassif, Tiago Barroso de Melo, Enelson Candeia da Cruz Filho e Lorenzo Victor Schreppel Delmutti.
Segundo o ministro, eles terão livre acesso ao material apreendido, com apoio da PGR durante os trabalhos periciais. O relator também determinou que a Secretaria Judiciária torne pública a decisão.
Os materiais apreendidos na operação são 39 celulares e 31 computadores.
Extração de dados
Em nota divulgada na quarta-feira (14), o gabinete de Toffoli informou que os celulares apreendidos devem permanecer carregados e desconectados de redes de telefonia e internet.
Segundo o ministro, a medida busca preservar o conteúdo dos aparelhos até a extração dos dados e a realização das perícias. Ele também determinou que todos os bens apreendidos sejam lacrados e encaminhados à sede do STF, em Brasília, até nova deliberação.
Insatisfação da PF
A ordem inicial de deixar o material com o STF causou surpresa entre investigadores da PF, que avaliam que o armazenamento das provas no Supremo poderia dificultar a investigação. Toffoli, por sua vez, reclamou de demora e falta de empenho da polícia no cumprimento das ordens judiciais e afirmou que a postura poderia gerar prejuízos à apuração de possíveis crimes.
A operação desta quarta cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a parentes dele em São Paulo. Também foram alvos o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos.
Caso Master: Toffoli autoriza PF a periciar celulares apreendidos, mas restringe acesso a 4 peritos
Published 3 hours ago
Source: g1.globo.com
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