EUA preparam bases militares no Oriente Médio para possível ataque contra o Irã
Os Estados Unidos se movimentam no Oriente Médio para uma possível ofensiva militar.
Ninguém mais duvida que Donald Trump pode atacar o Irã. O mundo passou as últimas horas em alerta em busca de sinais dessa ofensiva militar. E esse sinais vieram: fontes do governo disseram à agências de notícias internacional que os Estados Unidos começaram a retirar funcionários não essenciais de bases estratégicas no Oriente Médio. O temor é que, caso os americanos, de fato, ataquem o Irã, o país responda e bombardeie uma das bases americanas.
Os Estados Unidos tem cerca de 40 mil soldados na região. Além das tropas posicionadas no Iraque, na Síria, no Egito e em Omã. Os americanos mantém bases militares mais próximas e que estão ao alcance dos mísseis balísticos iranianos ficam na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait, Jordânia -- e a principal e maior no Catar.
Só essa base de Al-Udeid tem 10 mil militares americanos. Ela já foi atacada pelo regime dos aiatolás em junho do ano passado, depois que os Estados Unidos bombardearam três instalações nucleares no Irã. Mas ninguém se feriu, porque os americanos saíram horas antes, em ônibus, e se abrigaram num estádio de futebol e num shopping.
Um outro sinal importante é a presença da marinha americana na região. O destroier Roosevelt entrou no Mar Vermelho nos últimos dias, aumentando pra três o total de navios de guerra americanos com capacidade de disparar mísseis contra o Irã.
Longe do tabuleiro militar na região, Trump manda sinais trocados. Na terça-feira (13), ele tinha dado o recado mais claro de que uma ação militar contra o irã era iminente: "iranianos, continuem protestando. A ajuda está a caminho!”.
Nesta quarta-feira (14), o presidente americano pareceu minimizar a crise. Trump disse ter recebido informações de que a matança nos protestos está diminuindo e de que o regime não vai mais executar manifestantes.
Outro elemento que veio à tona inflamou ainda mais as tensões: o principal negociador do governo Trump, Steve Witkoff, teve uma reunião secreta no fim de semana com o herdeiro do último monarca do Irã. Reza Pahlavi vive exilado nos Estados Unidos e tem se apresentado como possível líder, caso o regime dos aiatolas iranianos entre em colapso.
O pai dele, o xá Reza Pahlavi, foi derrubado durante a revolução islâmica de 1979. Apesar da mobilização militar americana, os planos ainda não chegaram a um ponto decisivo. Segundo a emissora NBC, Israel e países árabes pediram que Donald Trump espere mais um pouco. A avaliação é que o governo iraniano ainda não está fraco o suficiente para que a intervenção resulte no fim do regime.
EUA preparam bases militares no Oriente Médio para possível ataque contra o Irã
Published 2 hours ago
Source: g1.globo.com
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