Leoa e chimpanzé que morreram no Zoo de BH tinham doenças 'pretéritas', diz prefeitura

Published 1 hour ago
Source: g1.globo.com
Leoa e chimpanzé que morreram no Zoo de BH tinham doenças 'pretéritas', diz prefeitura

Mortes de chimpanzé e leoa após anestesia no Zoológico de BH são investigadas Prefeitura de Belo Horizonte/Divulgação As mortes da leoa Pretória e da chimpanzé Kelly, no Zoológico de Belo Horizonte, tiveram relação com doenças que os animais já tinham antes de chegar à instituição, segundo informou a prefeitura nesta terça-feira (13). A sindicância que apurou os óbitos concluiu que não houve "qualquer indício de erro ou desvio intencional de conduta". Os dois bichos morreram na mesma semana durante procedimentos de anestesia. Pretória, fêmea de leão-branco, sofreu uma parada cardiorrespiratória em 11 de novembro. A morte de Kelly ocorreu no dia seguinte. A chimpanzé e a leoa tinham chegado ao zoológico em outubro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Segundo a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), laudos e avaliações realizados pela Universidade Federal de Minas Gerais e pela Polícia Civil "sugerem como provável causa das complicações no procedimento anestésico a existência de comorbidades pretéritas". Além disso, as análises "afastam indícios de contaminação ou alteração dos frascos de anestésicos utilizados". De acordo com a FPMZB, os trabalhos da comissão de sindicância incluíram visitas técnicas ao zoológico, entrevistas com profissionais do local, além de análise de fichas médicas anteriores à chegada dos animais a Belo Horizonte e de outros documentos. No caso da leoa Pretória, laudo da UFMG concluiu que o animal apresentava sobrepeso, linfonodos "discretamente aumentados" e diversas alterações na cavidade oral. "A conclusão sugerida pelo relatório é de pneumonia broncointersticial neutrofílica multifocal moderada (que, conforme a literatura científica, pode decorrer de problemas crônicos relacionados à cavidade oral) e edema, congestão e hemorragia pulmonares intensos", diz a nota da Fundação. Já sobre a chimpanzé Kelly, a necrópsia atestou "miocardite linfo-histioplasmocitária, leiomioma uterino e pólipo endometrial". "A análise do relatório final da comissão de sindicância comprova, ainda, que não houve superdosagem de anestésico como causa dos óbitos. Por fim, a comissão atesta que a decisão de intervenção dos médicos-veterinários do Zoo de BH, em ambos os casos, encontra-se devidamente justificada", concluiu a FPMZB. Relembre A leoa Pretória sofreu uma parada cardiorrespiratória durante o procedimento de anestesia, necessário para um tratamento de canal, no dia 11 de novembro. Ela tinha 14 anos. A fêmea do leão-africano apresentava uma fratura coronal nos dentes caninos inferiores – ocorrida no zoológico de origem, segundo a prefeitura – com possível necrose da polpa dentária. Pretória tinha chegado a Belo Horizonte no dia 15 de outubro junto com Mafu, um leão-branco macho. Leoa morre no zoológico de Belo Horizonte durante anestesia Já a chimpanzé Kelly morreu aos 27 anos no dia 12 de novembro. Ela precisou passar por anestesia para fazer exames fora do zoológico, mas também não resistiu ao procedimento. Depois dos óbitos, a prefeitura informou que uma sindicância seria instaurada para apurar os casos. LEIA TAMBÉM: Leoa morre durante anestesia menos de um mês após chegar ao Zoológico de BH Chimpanzé morre no Zoológico de BH um dia após morte de leoa; prefeito diz que vai apurar casos Mortes de chimpanzé e leoa após anestesia no Zoológico de BH são investigadas; comissão tem prazo de 30 dias

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