
Vendedor ganha liberdade após ser confundido e ficar um mês preso por engano no Tocantins Após ganhar liberdade, o vendedor ambulante Osmar Sousa Figueiredo, de 38 anos, agora tenta retomar a vida. Ele ficou preso por um mês em Araguaína, no norte do Tocantins, após ser confundido com um suspeito de homicídio, segundo seu advogado. "Estou me sentindo um pouco ainda meio confuso pelo que eu passei, tentando me adaptar de novo. Porque foram 30 dias lá, né? A pessoa sai meio com uns transtornos. Estou tentando me reabilitar ao que eu era antes, que não é fácil", contou. Osmar ganha a vida vendendo meias e outros produtos de forma ambulante em Araguaína. Ele foi preso em casa, no dia 11 de dezembro de 2025, após ser apontado como suspeito de um assassinato registrado em Goiânia (GO), em 2019. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O vendedor é natural de Araguaína e afirma não conhecer a cidade goiana. Ele foi solto no dia 10 de janeiro, após alvar de soltura expedido pela Justiça de Goiás. Após voltar à rotina, Osmar afirma que tem passado por constrangimentos. “São muitas perguntas que o pessoal para na rua para me perguntar. E eu evito ficar na rua falando porque geralmente a gente pode falar uma besteira que a pessoa faz muita pergunta, joga muita piada. Tentar me reabilitar na sociedade, mesmo sabendo que eu não devo, mas a gente passa por discriminação em certos pontos. E continuar, né?”, afirmou. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás afirmou que determinou o arquivamento do processo do pedido de exceção de ilegitimidade, já que a prisão preventiva foi revogada, e determinou diligências para identificar o verdadeiro acusado. LEIA MAIS Vendedor ganha liberdade após ser confundido e ficar um mês preso por engano no TO, diz advogado Um ano depois: mãe que descobriu gravidez horas antes do parto no TO celebra aniversário do filho Vendedor Osmar Figuereido ficou um mês preso por engano em Araguaína Acervo Pessoal/Fabricio Martins Confundido com criminoso Segundo Fabrício Martins, advogado de Osmar, um criminoso utilizou os dados pessoais do seu cliente ao se apresentar em uma delegacia de Polícia Civil em Rio Verde (GO), por isso, o mandado de prisão foi gerado em nome do vendedor. "O caso ocorreu em maio de 2019, e nenhum servidor público ou autoridade atentou-se para a evidente falsificação documental, fazendo com que equivocadamente o senhor Osmar fosse preso", afirmou. O advogado explicou que conheceu Osmar durante uma visita à unidade penal de Araguaína e decidiu ajudá-lo sem cobrar honorários após ficar comovido com a história. O alvará de soltura foi expedido pela 4ª Vara Criminal dos Crimes Dolosos contra a Vida do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás na quinta-feira (8). Na decisão, o juiz determina a revogação da prisão preventiva e determina que a Polícia Civil de Goiás investigue quem é o verdadeiro suspeito do crime. O g1 pediu posicionamento da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
