Banco Master: TCU deve dar razão ao BC em 30 dias, e 'tiro' da defesa pode sair pela culatra

Published 9 hours ago
Source: g1.globo.com
Banco Master: TCU deve dar razão ao BC em 30 dias, e 'tiro' da defesa pode sair pela culatra

Banco Master: TCU deve dar razão ao BC em 30 dias e tiro da defesa pode sair A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) deve concluir, em até 30 dias, que o Banco Central agiu corretamente ao decretar a liquidação do Banco Master. Diante das fraudes detectadas, a tendência é que o parecer técnico respalde a decisão da autoridade monetária. Confirmado esse cenário, o TCU deve encerrar sua atuação no caso logo após esse prazo. LEIA MAIS Banco Master: presidente do TCU diz que inspeção na liquidação pelo BC traz 'segurança jurídica' CDBs irreais e carteiras de crédito falsas: entenda o que está por trás da liquidação do Banco Master A apuração do blog é que, se a estratégia da defesa de Daniel Vorcaro era utilizar a inspeção do tribunal ou a provocação do ministro Jhonatan de Jesus para alegar que o BC foi precipitado, o movimento tende a sair pela culatra. A análise indica que o objetivo final da defesa poderia não ser a reversão da liquidação (ou "desliquidação", termo usado por Vital), mas sim pavimentar o caminho para uma futura indenização. O argumento de que o BC agiu com pressa — tese impulsionada por campanhas digitais — serviria de base para cobrar ressarcimentos da União mais adiante. No entanto, se o TCU atestar oficialmente que o Banco Central agiu dentro da estrita legalidade e técnica, essa possibilidade de pleitear indenização é juridicamente esvaziada. Apesar de Vital do Rêgo defender que a inspeção traz "segurança jurídica", o episódio reaquece o debate sobre os limites de atuação da corte de contas. A análise aponta para o risco de o tribunal ultrapassar sua competência de fiscalizar gastos públicos e passar a atuar como um órgão revisor de decisões técnicas de agências reguladoras — fenômeno já observado em setores como petróleo (ANP) e portos (Antaq). A interferência em decisões finalísticas de órgãos técnicos gera insegurança jurídica e impacta mercados que movimentam bilhões de reais. Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo TCU/Divulgação

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