
Em evento sobre IA em hospitais, Lula brinca sobre atendimento após batida na cabeça O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) brincou nesta quarta-feira (7) ao comentar o atendimento que recebeu quando sofreu, em outubro de 2024, uma queda no banheiro do Palácio da Alvorada e bateu a nuca. O petista falou sobre o episódio durante cerimônia, no Planalto, de lançamento da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS. O projeto prevê o uso de inteligência artificial e outras tecnologias para agilizar, ampliar e melhorar o atendimento na rede pública. Lula disse que após sofrer a queda foi atendido em um dos melhores hospitais de Brasília, em razão do excesso de líquido na cabeça gerado pela batida. E que os médicos, "apavorados", decidiram pela transferência do presidente para São Paulo, onde ele passou por cirurgia (relembre no vídeo abaixo). Nesse momento, o presidente se queixou da demora no transporte aéreo. "Não tinha nem avião presidencial aqui, tive que esperar 3 horas e, depois, viajar uma hora e meia de avião", relatou. "No aeroporto [em São Paulo], a equipe médica tinha quatro pessoas, tinha dois médicos chorando achando que eu podia ter entrado em coma no avião. Com esse anúncio [desta quarta], espero que a gente coloque uma coisa inteligente aqui em Brasília", brincou Lula. Lula passou por cirurgia na cabeça após queda no banheiro IA e outras tecnologias A expectativa com o projeto anunciado pelo governo nesta quarta é tornar o atendimento mais ágil e reduzir em até cinco vezes o tempo de espera em situações emergência. "Os hospitais inteligentes usam da mais alta tecnologia e inteligência artificial, usando uma rede que permite fazer procedimentos a distância e para acelerar diagnostico", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 🤖A estrutura foi planejada para incorporar inteligência artificial na triagem, tornando o processo mais rápido e preciso, além do uso de telemedicina para ampliar o acesso a especialistas. 🚑O projeto, que conta com financiamento do banco do Brics, também prevê ambulâncias com tecnologia 5G, capazes de monitorar em tempo real os sinais vitais dos pacientes, bem como cirurgias robóticas e medicina de precisão. 💻Os serviços, totalmente digitais, terão monitoramento contínuo, integração entre equipamentos e sistemas de informação e apoio tecnológico para a previsão de agravamentos. 🧑🏽⚕️🧑🏻⚕️A rede ainda permitirá a troca de conhecimento entre especialistas de diferentes regiões e estará conectada a uma central nacional de pesquisa e inovação. O projeto prevê uma rede de serviços inteligentes, com 14 UTIs automatizadas e interligadas, distribuídas por 13 estados das cinco regiões do país. Os primeiros serviços da rede devem entrar em operação já neste ano. Instalado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente, deve beneficiar cerca de 20 mil pacientes por ano. A unidade contará com 800 leitos voltados à emergência de adultos e crianças, nas áreas de neurologia, neurocirurgia, cardiologia, terapia intensiva e outras urgências. Do total, serão 250 leitos de emergência, 350 de UTI e 200 de enfermaria, além de 25 salas cirúrgicas. O início das operações está previsto para 2027. Ajuda humanitária à Venezuela O presidente Lula durante cerimônia no Palácio do Planalto em dezembro de 2025 Ricardo Stuckert/Presidência da República Durante entrevista no Planalto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi questionado por jornalistas sobre possível aumento da demanda no sistema de saúde de Roraima em razão do fluxo migratório de venezuelanos. Segundo ele, o Brasil está preparado para atender a região em caso de alta procura, mas afirmou que, até o momento, não houve registro de aumento significativo da demanda. Padilha também informou que o Brasil está preparando o envio de insumos para diálise à Venezuela, a pedido da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). De acordo com o ministro, cerca de 16 mil pacientes venezuelanos ficaram sem condições de dar continuidade ao tratamento após bombardeios no país, que afetou o centro de distribuição de medicamentos da Venezuela. Ele ressaltou que o envio do material não compromete o atendimento de pacientes brasileiros em tratamento de diálise. "Estamos mobilizando a doação do Brasil e, se for necessário, enviaremos os insumos, são medicamentos, não afeta em nada a estrutura que de diálise no Brasil, são apenas insumos para que enfrentem essa crise. Fazemos por uma questão humanitária. Na pandemia da Covid, vieram oxigênios da Venezuela para ajudar o povo brasileiro e não vamos nos furtar de ajudar", declarou o ministro.
