
Barulho dos fogos de Réveillon provoca morte de cão e crises em animais de abrigo na Zona Sudoeste do Rio Animais de um abrigo em Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, entraram em pânico durante a queima de fogos de réveillon e um deles não resistiu ao estresse e acabou morrendo. O animal tinha um quadro cardíaco delicado e fazia uso de medicação. De acordo com a ONG Toda Vida Importa, ele sofreu um infarto na noite do réveillon, provocado pelo estresse causado pelos fogos, e morreu. Há mais de uma semana, a cadela Luma, da raça pitbull, segue abatida, trêmula e sem sinais aparentes de melhora. Na noite de 31 de dezembro, ela passou mal após ouvir os fogos. Luma foi vítima de maus-tratos no passado — levou uma pancada na cabeça que afundou o crânio — e, desde então, faz acompanhamento com um neurologista. Segundo a responsável pelo animal, o barulho intenso desencadeia convulsões. Desde o réveillon, Luma teve mais de 15 episódios. Cadela Luma, da raça pitbull, segue abatida, trêmula e sem sinais aparentes de melhora após fogos do réveillon Reprodução Casos semelhantes foram registrados com outros cães do abrigo, como Peteleco e Apolo, um são-bernardo de cerca de 80 quilos. Os três foram abandonados e hoje vivem sob os cuidados da ONG. Mesmo dias depois da virada do ano, os animais ainda sofrem os efeitos do trauma causado pelo barulho. Veterinários alertam que os cães têm sensibilidade auditiva muito superior à dos humanos, o que faz com que o som dos fogos chegue de forma amplificada, podendo provocar estresse profundo, crises convulsivas e até problemas cardíacos. omens no bairro Parque Estrela. Ele foi colocado à força dentro de um carro preto. Após receber a denúncia do rapto do homem, os agentes conseguiram localizá-lo com a ajuda da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O episódio reacende o debate sobre o cumprimento da legislação municipal do Rio de Janeiro, que proíbe a soltura de fogos de artifício com estampido por cidadãos comuns, permitindo apenas fogos de efeito visual. O uso de fogos de menor impacto sonoro é autorizado apenas para a prefeitura e instituições específicas, em eventos determinados. A lei tem como objetivo proteger pessoas com transtorno do espectro autista, idosos, bebês e animais. Aumento de abandonos Além do impacto dos fogos, protetores de animais alertam para outro problema recorrente nesta época do ano: o aumento no abandono. Os meses de dezembro, janeiro e fevereiro são considerados os piores para os abrigos, período em que muitas pessoas priorizam festas, viagens e férias e acabam deixando os animais para trás, alegando não ter com quem deixá-los ou não querer arcar com custos de hospedagem. Dados oficiais mostram que, ao longo de todo o ano de 2025, foram registradas 2.203 denúncias de abandono de animais domésticos no município do Rio. Em 2024, foram 1.365 registros — um aumento de mais de 60%. Os bairros com maior número de denúncias são Campo Grande, Santa Cruz, Bangu e Jacarepaguá. Atualmente, o abrigo Toda Vida Importa cuida de cerca de 250 cães e 350 gatos. A ONG conseguiu um espaço em um sítio em Pedra de Guaratiba, com aproximadamente 26 mil metros quadrados, mas o local ainda precisa de reformas para receber os animais. Para isso, os responsáveis pedem ajuda da população, seja com doações de ração, material de obra ou outros itens que possam contribuir para a mudança e a melhoria da qualidade de vida dos animais acolhidos. Segundo a ONG, ao longo de sua trajetória, milhares de animais já passaram pelo abrigo, transformando também a vida de inúmeras famílias. “Cada vida salva muda não só a vida do animal, mas toda a energia ao redor”, destacam os responsáveis, reforçando a importância da conscientização e do apoio à causa animal.
