
Uberlândia registra pedidos de refúgio de venezuelanos em 2025 Desde a manhã de sábado (3), quando foi anunciada a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, um misto de esperança e incertezas toma conta das conversas entre os venezuelanos que vivem em Uberlândia. Segundo números da Polícia Federal, essa é a maior das 101 comunidades de imigrantes registrados legalmente na cidade: 1.338 pessoas. A TV Integração visitou nesta segunda-feira (5), a ONG Refugiados Udi, onde conversou com alguns venezuelano sobre o atual panorama político do país natal e quais as perspectivas para o futuro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Pedro Ramon Rodriguez, técnico em eletrônica, veio para o Brasil em 2019 para cuidar da saúde da filha prematura. A mulher veio primeiro para Boa Vista. Depois foram para Goiânia e agora ele e a família estão em Uberlândia. "Para mim é um sonho o Maduro ter saído da Venezuela. Por enquanto não voltaremos para a Venezuela, vamos esperar estabilizar", disse Pedro. Yenifer Mariana Vargas Peralta, dona de casa, é cunhada de Pedro. Ela veio para o Brasil em 2022 também buscando tratamento de saúde para o filho, que precisava de uma cirurgia no tendão. Pedro falou com ela sobre a saúde pública no Brasil e foi o que fez com que ela tivesse coragem para vir. A criança já passou por duas cirurgias em hospitais de Belo Horizonte e Uberlândia e ela está aliviada com a escolha feita. "Fiquei com medo por tudo que está acontecendo lá, boa parte de minha família segue na Venezuela. Eu pretendo voltar um dia, mas também preciso esperar". ONG atende 25 refugiados venezuelanos A diarista Helen Maibelys Bernal Rodriguez, trabalhava em uma sapataria na Venezuela. Segundo ela, a crise chegou a tal ponto que a sapataria começou a vender frutas, porque as pessoas não tinham dinheiro para comprar sapatos. Helen, Pedro e Yenifer reforçam a esperança de voltar à Venezuela, mas não agora TV Integração Por isso ela decidiu se mudar e foi para o Peru, depois chegou ao Brasil onde viveu primeiramente no Maranhão até chegar a Uberlândia. Ela conta que o acolhimento aqui é o que fez mais diferença, o que proporcionou que ela conseguisse melhores condições de vida. Helen quer muito voltar ao país Natal. O que antes era um desejo distante agora parece mais próximo com a saída de Maduro. "Quem sabe não passo o próximo Natal com minha família que está lá? Sinto falta do abraço!" Segundo a Secretaria Nacional de Justiça, 44 venezuelanos solicitaram refúgio em 2025 em Uberlândia. Desses, 25 são atendidos ou recebem algum tipo de apoio da Organização da Sociedade Civil (OSC) Refugiados Uberlândia, um lar temporário que muitas vezes é o ponto de chegada para quem chega sem esperança à cidade. Quem puder ajudar a OSC Refugiados Uberlândia pode doar alimentos, materiais de higiene pessoal e roupas, tanto para doação quanto para o bazar. As contribuições podem ser feitas entrando em contato pelo telefone (34) 99943-2872 ou diretamente na sede da organização, localizada na rua Atenas, nº 530, no bairro Tibery. LEIA TAMBÉM: Grávida e bebê morrem após motorista bêbado dormir ao volante e causar acidente na MG-181 Quem era o idoso que ficou com pinça dentro do corpo após cirurgia em MG Refugiados que vivem em Uberlândia são auxiliados por ONG VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
