China vê 'bullying', e Rússia fala e 'hipocrisia e cinismo' dos EUA em reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre ataque na Venezuela

Published 1 day ago
Source: g1.globo.com
China vê 'bullying', e Rússia fala e 'hipocrisia e cinismo' dos EUA em reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre ataque na Venezuela

Em aceno diplomático, presidente interina da Venezuela propõe cooperação com EUA após captura de Maduro A Rússia e a China, aliados do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, condenaram nesta segunda-feira (5) o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura de Maduro durante o final de semana, durante reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. Por outro lado, os EUA se defenderam das críticas ao chamar Maduro de "fugitivo da Justiça" e falar em "operação para o cumprimento da lei". 🔴AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias em tempo real ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp No discurso inicial, a vice-secretária-geral da ONU disse que a instituição está "preocupada que a operação não respeitou as regras do direito internacional". O embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, pediu novamente a libertação imediata de Maduro e acusou os EUA de serem "hipócritas e cínicos", e que a Casa Branca nem escondeu o teor de sua "operação criminosa para tomar os recursos energéticos". Disse também que a ONU não pode aceitar a postura do governo norte-americano. "Com suas ações, os EUA estão gerando um embalo para um novo momento para neocolonialismo e imperialismo", afirmou Nebenzya. Durante a reunião, o Brasil deve pedir a palavra para condenar o ataque dos EUA e defender a soberania da Venezuela. A China também criticou o ataque dos EUA durante a sessão do Conselho de Segurança. O representante chinês, Fu Cong, afirmou que o país está "profundamente chocado e condena fortemente o bullying" do governo norte-americano. Cong afirmou que "nenhum país tem poder para atuar como polícia ou tribunal internacional". O embaixador chinês na ONU também acusou os EUA de desconsiderarem as "graves consequências" para a comunidade internacional com o ataque e colocar a paz internacional e da América Latina em perigo. Já o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, defendeu o ataque que capturou Maduro, que chamou "operação para o cumprimento da lei". Ele também chamou o presidente venezuelano de "um fugitivo da Justiça norte-americana e diretamente responsável pelas mortes de milhares de norte-americanos". "Maduro não só era um narcotraficante, ele era um presidente ilegítimo e não era um líder de Estado. Por anos, eles manipularam o sistema eleitoral para se manter no poder", afirmou Waltz. A reunião foi solicitada pela Colômbia após os Estados Unidos atacarem, na madrugada do sábado (3), diversos pontos de Caracas e capturarem Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Eles farão uma aparição em um tribunal em Nova York ainda nesta segunda-feira. O Brasil não é membro permanente do conselho, mas representante brasileiro na ONU, Sérgio Danese, pretende pedir a palavra para reafirmar a posição brasileira de que a ação militar da Casa Branca na Venezuela é uma afronta à soberania do país sul-americano e às regras do direito internacional, segundo confirmaram fontes à GloboNews. Esta reportagem está em atualização. Reunião de emergência da ONU sobre a Venezuela Reuters

Categories

G1