
Ataque dos EUA à soberania da Venezuela estimula pretensões da Rússia e da China Autoridades políticas do Ceará se manifestaram contra o ataque realizado pelos Estados Unidos à Venezuela no último sábado (3), classificando a ação como uma violação ao direito internacional e um risco à estabilidade da América Latina. O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, afirmou que a ofensiva representa uma ameaça direta à soberania venezuelana e pode gerar impactos para toda a região. Segundo ele, a interferência estrangeira abre um precedente perigoso e exige uma resposta imediata da comunidade internacional. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp “O ataque à soberania da Venezuela representa uma grave violação ao direito internacional, ameaçando a paz e os esforços para a estabilidade política nos países da América Latina. A interferência estrangeira no território abre um precedente de grave risco para a região e precisa de resposta imediata da comunidade internacional, por meio das Nações Unidas”, declarou. Governador Elmano de Freitas ao lado do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, e do presidente da Assembleia, Romeu Aldigueri Thiago Gadelha/SVM O governador do Ceará, Elmano de Freitas, também condenou a ação e destacou os riscos de escalada de conflitos. Para ele, ataques entre nações enfraquecem as normas internacionais e ampliam o cenário de guerras e sofrimento. “O ataque contra a Venezuela é grave e representa precedente extremamente perigoso. Ataques a nações violam as regras do direito internacional e contribuem para o surgimento de novas guerras, que só trazem mortes, sofrimento e destruição. Que a ONU encontre o melhor caminho para responder e mediar essa situação em solo venezuelano. O diálogo e a paz devem prevalecer, sempre!”, afirmou. O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri, também se posicionou de forma crítica ao ataque e fez duras declarações sobre os líderes envolvidos no conflito. Para ele, tanto a condução do governo venezuelano quanto a ação dos Estados Unidos ignoram os impactos sobre a população. “Maduro é um ditador. E todo ditador é um criminoso. Trump é um autoritário. E todo autoritário não merece meu respeito. Ambos não pensam no povo venezuelano, ao qual destino minhas preocupações e minha solidariedade”, afirmou. Aldigueri também demonstrou preocupação com os efeitos do conflito para a América Latina e alertou para possíveis novos episódios de intervenção estrangeira na região. “Preocupo-me também com a América Latina, que também é vítima nesse caso. Nada garante que Trump vai parar por aí. Da mesma forma que invadiu um país pelo petróleo, pode invadir outro pelas riquezas amazônicas. Não temos o que comemorar. A diplomacia perdeu. O direito internacional perdeu. A Organização das Nações Unidas perdeu. Que o Brasil exerça sua liderança para fazer com que a diplomacia e a democracia prevaleçam”, completou. Já o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Leo Couto, reforçou a necessidade de atuação imediata da ONU e criticou a interferência externa em território venezuelano. “O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela representa uma grave violação do direito internacional e da soberania venezuelana, além de abrir um precedente perigoso de interferência externa que fere o princípio da diplomacia entre as nações. É fundamental que a ONU atue com urgência para promover o diálogo e assegurar a estabilidade política na América Latina”, declarou. Presidente Lula condenou a ação de Donald Trump na Venezuela Entenda o caso Vídeo mostra Maduro detido na sede do departamento antidrogas dos EUA O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram capturados por forças americanas durante uma operação militar em território venezuelano e colocados sob custódia dos EUA, com destino ao sistema judicial americano. A missão, batizada de Operação Absolute Resolve, foi autorizada por Trump quatro dias antes de sua execução e acompanhada por ele em tempo real, a partir de seu clube Mar-a-Lago, na Flórida. De acordo com o ex-presidente, Maduro e Cilia Flores foram levados de helicóptero até o navio anfíbio USS Iwo Jima, no mar do Caribe, e depois encaminhados aos Estados Unidos. O casal ficará detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn e responderá a processo no Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York, onde já havia denúncias formalizadas pela Procuradoria-Geral dos EUA. Ainda não há data para o julgamento. Trump afirmou ainda que os Estados Unidos pretendem administrar a Venezuela de forma interina por meio de um grupo ainda não anunciado, até que ocorra uma transição de poder que ele classificou como “justa e legal”. Pela Constituição venezuelana, em caso de ausência do presidente, o poder deveria ser assumido pela vice-presidente Delcy Rodríguez. A situação gerou disputa política e jurídica, mas, no fim da noite, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que Rodríguez assumisse interinamente a Presidência, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa do país. Havia expectativa de que a líder da oposição e vencedora do Nobel da Paz, Maria Corina Machado, pudesse assumir o comando do país, mas Trump afirmou que ela “não tem apoio nem respeito na Venezuela”, indicando que Washington ainda não definiu quem lideraria um eventual governo pós-Maduro. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
