
Especialista do interior de SP dá dicas para casais que queiram engravidar após OMS publicar primeira diretriz sobre infertilidade Reprodução/TV Globo Muitas famílias enfrentam dificuldades para engravidar, mas o sonho da gestação pode se tornar realidade graças aos avanços da medicina, como a Fertilização In Vitro (FIV). Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), a infertilidade afeta uma em cada seis pessoas em idade reprodutiva. No final de novembro de 2025, a OMS publicou a primeira diretriz mundial sobre infertilidade, com 40 recomendações para ajudar na prevenção, diagnóstico e tratamento. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Em Presidente Prudente (SP), o médico especialista em ginecologia e obstetrícia, Wilson Jaccoud, reforça a importância dessa diretriz mundial e dá dicas para pais que têm o desejo de engravidar. “Esse alinhamento defende que o acesso ao tratamento da infertilidade seja, fundamentalmente, um direito humano. Essa visão se manifesta em diversas ações e contribuições essenciais para garantir a equidade no cuidado reprodutivo”, afirma o médico. ‘Promessa de Deus’: grávida aos 62 anos aguarda o nascimento da filha em Itapetininga Orientações para evitar infertilidade As principais orientações da OMS para evitar a infertilidade enfatizam a prevenção, encorajando a adoção de um estilo de vida saudável, segundo o médico. “Incluindo alimentação balanceada e exercícios e a eliminação de fatores de risco conhecidos, como tabagismo, álcool e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), para preservar a fertilidade”, destaca Wilson. Já sobre o diagnóstico, a OMS recomenda a busca precoce por assistência médica após 12 meses (ou seis meses, se a mulher tiver mais de 35 anos) de relações sexuais regulares sem sucesso. “Quanto ao tratamento, a orientação é priorizar abordagens de menor complexidade antes de recorrer à FIV. Isso inclui o manejo expectante (espera de três a seis meses) e a inseminação intrauterina (IIU) em casos específicos e sem evidência de doença grave”, continua o especialista. Família de Parapuã (SP) realizou o sonho de ter o primeiro filho em 2023 por FIV Roberta de Castro/Arquivo pessoal Gestações que deram certo Na região do oeste paulista, uma família de Parapuã realizou o sonho de ter o primeiro filho em 2023. Isso aconteceu após seis anos de tentativas, período em que Roberta de Castro Menezes Leão, de 43 anos, enfrentou dificuldades para engravidar devido à síndrome dos ovários policísticos. A gestação foi possível por meio da fertilização in vitro, quando a paciente tinha 41 anos. “O processo é longo, doloroso… não é fácil, mas é a melhor coisa que tem no mundo. Meu bebê milagre está aqui, há dois anos, é um furacãozinho”, afirma Roberta. Já na região de Itapetininga (SP), outro caso de FIV foi realizada com sucesso, com o nascimento da sexta filha de Carmelina Alves Albino, aos 62 anos, em outubro de 2025. Nasce sexta filha de grávida aos 62 anos no interior de SP Jefferson Albino/Arquivo pessoal “Sentimento maravilhoso! Segurei na mãozinha dela… Ela esteve na incubadora e foi para o quarto, devido à prematuridade, mas está muito bem, graças a Deus", afirmou o pai Jefferson Albino, na época. Agora, a bebê já está completando dois meses e segue sendo muito amada pela família, incluindo os pais, irmãos e até sobrinhos, já que o casal tem nove netos, entre 19 e quatro anos. “Foi uma promessa de Deus. Estávamos na igreja e o pastor foi usado por Deus para entregar a revelação que a Miriã estava chegando pra nós. A Carmelina nem estava grávida, mas foi algo bem marcante, bem concreto. A revelação foi de dois filhos, Miriã e Moises. Creio que futuramente venha o menino", contou o marido. Reforço da OMS A diretriz da OMS também aborda os fatores masculinos. O espermograma continua sendo o principal exame para diagnóstico, e a organização recomenda o tratamento cirúrgico para homens com varicocele clínica (dilatação anormal das veias do escroto) e alterações nos parâmetros do sêmen. Sobre a endometriose, o médico especialista de Prudente reforça que não existe tratamento capaz de curar a doença, nem vacina que previna sua progressão. “Após o diagnóstico da doença, é possível fazer o tratamento por medicamentos ou cirurgia”. Fatores como alimentação saudável com alimentos anti-inflamatórios associados a exercícios físicos ajudam a controlar a inflamação, segundo o ginecologista. “Em casos específicos é recomendado para a preservação da fertilidade o congelamento dos óvulos, caso a pessoa tenha algum quadro mais grave ou deseje adiar a gravidez”. Família de Parapuã (SP) realizou o sonho de ter o primeiro filho em 2023 por FIV Roberta de Castro/Arquivo pessoal Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
