Prisão de famosos que já 'hospedou' até um ex-presidente da CBF: como é o presídio onde Nicolás Maduro ficará nos EUA?

Published 1 day ago
Source: g1.globo.com
Prisão de famosos que já 'hospedou' até um ex-presidente da CBF: como é o presídio onde Nicolás Maduro ficará nos EUA?

Trump diz que Estados Unidos vão administrar a Venezuela Capturado em uma operação militar dos Estados Unidos neste sábado (3), em Caracas, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deverá responder à Justiça americana em Nova York e permanecer detido em uma prisão federal de segurança máxima enquanto aguarda julgamento. 🔴 AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias em tempo real ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O principal destino é o Centro de Detenção Metropolitano (MDC) do Brooklyn — a única unidade federal da cidade, que abriga presos provisórios e condenados considerados de alta periculosidade. Prisão de Maduro em Nova York. Arte/g1 De acordo com informações oficiais da própria unidade, cerca de 1.336 pessoas estão detidas atualmente no local. Segundo informações da "Fox News", ainda não está definido se ele ficará em uma área reservada exclusivamente para si até a realização da audiência de custódia, prevista para segunda-feira (5). Além disso, Maduro permanecerá separado de sua esposa, Cilia Flores, que também foi detida pelas autoridades dos EUA. Prisão federal concentrou réus famosos Agentes de segurança em frente à prisão onde Nicolás Maduro ficará detido, em Nova York. Reuters O MDC Brooklyn foi inaugurado no início da década de 1990 pelo Departamento Penitenciário Federal dos EUA. Desde então, a unidade se consolidou como um dos principais centros de custódia para réus envolvidos em processos federais de grande repercussão no país. Ao longo dos anos, o local recebeu nomes que marcaram investigações criminais de alcance internacional. Entre eles está Joaquín “El Chapo” Guzmán, chefe do Cartel de Sinaloa, que ficou detido na unidade antes de ser condenado à prisão perpétua por tráfico de drogas e outros crimes. A lista inclui ainda figuras conhecidas do noticiário recente, como o rapper Sean “Diddy” Combs, a socialite Ghislaine Maxwell — ex-companheira de Jeffrey Epstein — e o empresário Sam Bankman-Fried, fundador da corretora de criptomoedas FTX. O centro de detenção também já abrigou um nome familiar ao público brasileiro: o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, em 2017. 👉 Extraditado da Suíça, ele ficou preso no MDC Brooklyn enquanto respondia, nos EUA, a acusações de corrupção relacionadas ao escândalo da Fifa. Em 2020, ele foi colocado em liberdade em razão do seu estado de saúde e voltou ao Brasil. Marin morreu em julho de 2025, aos 93 anos. Vista do Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn, prisão federal que deverá receber Nicolás Maduro. Reuters Ambiente rígido e condições precárias O Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn é descrito como um ambiente de rígido controle e condições consideradas precárias. As celas são monitoradas 24 horas por dia, o contato com o mundo externo é bastante restrito e as visitas seguem protocolos rigorosos. Ainda assim, por envolver um chefe de Estado e um caso de grande repercussão internacional, Maduro poderá ser submetido a um regime especial de custódia dentro da unidade. Segundo a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores — também detida pelas autoridades americanas —, foram formalmente acusados dos seguintes crimes: Conspiração para narcoterrorismo; Conspiração para importação de cocaína; Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos; Conspiração para posse de metralhadores. Trump e Maduro AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez Ataque à Venezuela Após meses de especulações e operações marítimas nas proximidades da costa venezuelana, os EUA lançaram neste sábado uma ofensiva contra alvos em Caracas, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa. Em reação, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, convocou ministros e a população a se oporem a uma intervenção estrangeira no governo do país. Em pronunciamento transmitido pela televisão pública, ela pediu calma e afirmou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação”. Rodríguez declarou ainda que Nicolás Maduro segue sendo o presidente do país e classificou a ação dos EUA como um “sequestro”. “A Venezuela só tem um presidente: Nicolás Maduro”, disse. As declarações foram feitas após Donald Trump anunciar que Washington pretende assumir interinamente a condução do país até a realização de uma transição política, depois da captura do líder venezuelano durante a madrugada.

Categories

G1