
Venezuelanos se reúnem no Largo de São Sebastião, em Manaus, após ataque dos EUA Um grupo de venezuelanos se reuniu no fim da tarde deste sábado (3), no Largo de São Sebastião, em Manaus. A concentração ocorreu após o ataque realizado por forças americanas contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3). Durante o ato, os manifestantes cantavam o hino nacional da Venezuela, palavras de liberdade e comemoravam a prisão de Nicolás Maduro. Mais cedo também houve uma carreta de imigrantes na Avenida Max Teixeira. Motoristas de aplicativo se juntaram ao buzinaço, acompanhados de amigos e familiares venezuelanos. Os participantes exaltaram a ação dos Estados Unidos em Caracas, centro do poder de Maduro. Entenda: Os Estados Unidos lançaram um ataque militar de grande escala contra a Venezuela com explosões em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A esposa de Maduro, Cilia Flores, também foi capturada por Trump. A pedagoga venezuela, Eno Tasso, afirmou que está com o coração apertado, mas aliviada por saber que seus parentes estão bem. Ela disse esperar pela liberdade do país. "Estou emocionada e feliz. Sinto saudades do meu país, da minha terra, da minha areia, daminha praia", declarou. Ela é natural de Barquisimeto, capital do estado de Lara, no oeste da Venezuela. "Meu pai ali é um preso político e eu sei que ele está bem. Eu penso em voltar sim, mas ainda por enquanto vou ficar por aqui", disse. Pedagoda venezuelana em ato no Largo de São Sebastião, em Manaus Ronaldo Lima/Rede Amazônica O técnico de eletrônica, Jofre Raul Marinho Sarpiento, avaliou que o ato na Venezuela é visto como uma continuidade no processo de recuperação da democracia do país. "Não é um motivo de festa". O Amazonas é o segundo estado com maior concentração de venezuelanos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022 mostram que mais de 30 mil venezuelanos vivem no Amazonas. O primeiro, com quase 60 mil, é Roraima. LEIA TAMBÉM Venezuelana em Manaus acompanha ataque dos EUA e diz que parentes "estão bem, mas dentro de casa" Venezuelanos se reúnem em Manaus após ataques dos EUA Ronaldo Lima
