Parlamentares e ministros se manifestam sobre captura de Maduro pelos EUA; veja reações

Published 2 days ago
Source: g1.globo.com
Veja o que se sabe até agora sobre ataque à Venezuela e captura de Maduro Ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), parlamentares e outros políticos se manifestaram nas redes sociais sobre a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, na madrugada deste sábado (3), que resultou na captura de Nicolás Maduro. A informação foi confirmada em uma rede social pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e posteriormente pelo governo venezuelano. A operação norte-americana consistiu em um ataque em grande escala. Parlamentares ligados ao governo condenaram o ataque liderado pelo governo Trump, enquanto oposicionistas celebraram a "libertação" do povo venezuelano do regime Maduro. Acompanhe aqui as últimas notícias ao vivo. Vice de Maduro diz não saber onde ele está e pede prova de vida a governo Trump Veja as reações: Presidente Lula "Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação." Ministro da Saúde, Alexandre Padilha "Nós do Ministério da Saúde sempre queremos e trabalhamos pela PAZ. Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio. Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas. Quando acontece em um país vizinho, o impacto é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde. O Ministério da Saúde e o SUS Roraima já absorvem impactos da situação da Venezuela." Ministro da Secretaria Geral, Guilherme Boulos "O ataque dos EUA à Venezuela é a ação imperialista mais grave que já vivenciamos. Alguém acha que Trump está preocupado com democracia? Ele quer petróleo. E mais: usa a Venezuela como precedente para uma nova Doutrina Monroe que ameaça toda a América Latina. Nem na Guerra Fria houve uma ação militar direta dos EUA em nosso continente. Ainda mais com sequestro de um chefe de Estado. É momento de unidade latino-americana em apoio total ao povo da Venezuela e em rechaço ao governo criminoso de Donald Trump!". Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara "O Fundo de Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e Caribe (FILIAC) manifesta seu repúdio aos ataques realizados pelos Estados Unidos da América contra a República Bolivariana da Venezuela, bem como ao sequestro do Presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por se tratarem de atos que violam os princípios do direito internacional, especialmente o respeito à soberania, à autodeterminação dos povos e à proibição do uso da força. A escalada de ações militares e coercitivas representa uma grave ameaça à paz e à estabilidade da América Latina e do Caribe, assim como à instabilidade em todo o mundo, colocando em risco a vida de milhões de pessoas. Nenhuma intervenção externa pode se sobrepor à vontade soberana dos povos nem impor soluções à força. O FILAC reafirma sua solidariedade ao povo venezuelano e se soma aos apelos da região pelo cessar imediato das agressões, pela retomada do diálogo e pela resolução pacífica dos conflitos, em pleno respeito à soberania e ao direito internacional." Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD) "Diante dos graves acontecimentos na Venezuela, com a invasão pelos Estados Unidos e a captura do presidente Maduro, manifesto minha profunda preocupação com a escalada de tensão em nossa região. O regime ditatorial de Maduro é inadmissível. Viola direitos humanos, sufoca liberdades e impõe sofrimento ao povo venezuelano. No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável. Os princípios diplomáticos devem prevalecer, com diálogo e respeito à soberania das nações para resolver conflitos. Nossa América Latina precisa de paz e cooperação, não de intervenções armadas. Minha solidariedade ao povo venezuelano neste momento difícil." Ex-ministro da Secom, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) "URGENTE! A Venezuela sofre uma agressão militar dos EUA, com ataques que atingem a população civil da capital Caracas sob o comando de Donald Trump. O imperialismo exporta guerra e destruição, da Palestina à América Latina. Ataque merece repúdio e condenação rápida. É um ataque a América do Sul que viola todas as regras do direito internacional." Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) "A Venezuela tornou-se um dos exemplos mais extremos de como um regime autoritário pode destruir uma nação. Sob os governos de Hugo Chávez e, posteriormente, do narcoterrorista Nicolás Maduro, o país enfrentou a concentração de poder, o enfraquecimento das instituições democráticas, a perseguição à imprensa, a repressão à oposição e a eliminação da independência do Judiciário. Maduro utilizava o território venezuelano como rota estratégica para a distribuição de drogas para diversos países. O resultado é uma tragédia humanitária: colapso da economia, hiperinflação, desemprego em massa, desabastecimento de alimentos e medicamentos e mais de 7 milhões de venezuelanos obrigados a deixar sua terra para sobreviver. Hospitais em ruínas, violência crescente e pobreza fazem parte do cotidiano de um povo que já sofreu demais. Nada disso foi acaso. É consequência direta de um projeto autoritário que destruiu a liberdade, corroeu a democracia e transformou uma das nações mais ricas da América Latina em sinônimo de sofrimento e desesperança. Mesmo diante desse cenário devastador, o povo venezuelano resiste. Resiste com fé, dignidade e coragem. Nenhuma ditadura é eterna. A liberdade sempre encontra seu caminho. O comunismo nunca levou um povo à prosperidade; só levou nações inteiras ao medo, à fome e à fuga. Ditaduras não caem sozinhas, caem quando os povos escolhem a liberdade. Que Deus fortaleça cada família venezuelana, conforte os que sofrem e proteja todos aqueles que lutam pela liberdade. A Venezuela voltará a ser livre!". deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara "A Bancada do PT na Câmara dos Deputados repudia com veemência os ataques dos Estados Unidos à Venezuela na madrugada deste sábado (3), sob ordens de Donald Trump. O respeito à independência, à autodeterminação dos povos e à não-intervenção são preceitos básicos de soberania de todas as nações. Todo e qualquer conflito precisa ser mediado pelo diálogo e respeito entre os países. A igualdade entre os Estados soberanos precisa ser respeitada e a melhor solução sempre passa pela via pacífica, pelo diálogo, sem o uso da força, sem violência e guerra. Defendemos uma solução mediada, negociada, pelos organismos internacionais, como ONU, OEA, para que se busque a paz na Venezuela, preservando vidas de civis, e evitando que o conflito não ganhe dimensões continentais. A Bancada do PT conclama as forças democráticas para defender a soberania dos povos latino-americanos, bem como encontrar soluções negociadas e pacíficas, sem o uso da força militar e com respeito ao povo venezuelano e às instituições democráticas daquela nação." Senador Jaques Wagner (PT-BA) "INACEITÁVEL. Os ataques à Venezuela representam uma grave violação à soberania do país e ao direito internacional. Conflitos entre Estados soberanos devem ser resolvidos pela via do diálogo, da diplomacia e da negociação, jamais pelo uso da força, da violência ou da guerra. Reforço as palavras do presidente @Lula: o Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação. A comunidade internacional, por meio da ONU, precisa responder de forma firme e responsável a esse episódio. A defesa da paz e da soberania, bem como o respeito entre as nações, precisam prevalecer." Senador Ciro Nogueira (PP-PI) "Acabou o tempo em que o ditador Maduro era tratado com um respeito que jamais mereceu. Acabou o tempo de honras de chefe de Estado e homenagens ao opressor de seu próprio povo. Acabou a ditadura de Maduro na Venezuela e acabou, sobretudo, o tempo de passar pano para ditaduras e ditadores. A esquerda não pode ter ditadores de estimação. Hoje a América do Sul começa a acordar do pesadelo." Deputado federal José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara "Manifestamos nossa mais veemente condenação ao ataque promovido pelos Estados Unidos contra a soberania nacional da Venezuela. Trata-se de uma grave violação do direito internacional, que afronta os princípios da autodeterminação dos povos, da não intervenção e do respeito à soberania dos Estados. A escalada de ações dessa natureza abre um precedente extremamente perigoso para toda a região da América Latina e do Caribe, historicamente reconhecida como uma zona de paz, construída a partir do diálogo, da cooperação e da solução pacífica de controvérsias. Não há justificativa legítima para a violação de tais direitos fundamentais nem para o uso da força como instrumento de imposição política ou econômica. As motivações reais desse tipo de intervenção permanecem ocultas, especialmente quando se observa o histórico interesse sobre recursos estratégicos como o petróleo e as terras raras, amplamente presentes no território venezuelano. Defender a soberania da Venezuela é defender o direito internacional, a paz regional e a estabilidade da América Latina. Qualquer agressão a um país da região representa uma ameaça a todos." Deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) "Não há nada de nobre no ataque dos EUA contra a Venezuela. Isso é só o anúncio de que, em nome do lucro do setor petrolífero dos EUA, Trump decidiu invadir, atacar e desestabilizar outro país. Pois nenhum problema estrutural que aflige o povo venezuelano será resolvido assim. O que ocorreu não foi uma ação coordenada com o mínimo de respaldo para a realização de novas eleições ou uma transição de poder de Nicolás Maduro para algum outro representante venezuelano. Foi um ataque, seguido de uma remoção forçada e nada mais. Um roteiro básico para gerar ainda mais caos e ainda mais dificuldades para o povo venezuelano. Que o Brasil e seu corpo diplomático intercedam pela paz, sempre pensando na preservação do nosso país e nosso povo, mas sabendo que a violação da soberania de qualquer nação latino-americana pode representar, também, a violação futura da nossa própria soberania." Ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) "O pacifismo cínico é sempre a fantasia dos que praticam o terror, escravizando o seu povo em nome da soberania ou pretensa estabilidade. Os assassinatos, a perseguição política, o abrigo seguro para FARC, Hezbollah, ELN e toda a escória do narcoterrorismo mundial parecem não preocupar Lula. Na verdade, a sua preocupação é o que Maduro pode falar sobre suas relações criminosas com o Foro de São Paulo, narcoterrorismo, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e fraudes eleitorais. Vamos ver as cenas dos próximos capítulos."

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