Ataque dos EUA à Venezuela: governos e líderes mundiais repercutem

Published 20 hours ago
Source: g1.globo.com
Ataque dos EUA à Venezuela: governos e líderes mundiais repercutem

Trump confirma ataques e diz que Maduro foi capturado Os Estados Unidos atacaram Caracas, capital da Venezuela, e outras regiões do país na madrugada deste sábado (3). Pouco depois, o governo venezuelano afirmou que o país foi alvo de uma "agressão militar". O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou em uma rede social que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra o país e afirmou que o presidente Nicolás Maduro foi capturado. Veja o que se sabe até agora e, em seguida, leia o que líderes mundiais declararam sobre o episódio: As explosões começaram por volta das 2h, pelo horário local (3h, em Brasília). Segundo o governo da Venezuela, ataques atingiram Caracas e também os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Trump confirmou o ataque e disse que Maduro foi capturado e levado com a esposa para fora do país. O governo venezuelano declarou emergência e acusou os EUA de bombardearem alvos civis e militares. Até a última atualização, não havia informações oficiais sobre feridos. Gustavo Petro, presidente da Colômbia O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou "profunda preocupação" com os relatos sobre explosões na Venezuela e afirmou que rechaça "qualquer ação militar unilateral" que possa agravar a tensão na região ou "colocar em risco a população civil". Também disse que rejeita a “agressão à soberania da Venezuela” e pediu diálogo e autodeterminação dos povos. Mais cedo, ele afirmou que o país vizinho foi bombardeado com mísseis e anunciou reforço na fronteira para receber refugiados. Initial plugin text Governo do Irã O Irã, aliado da Venezuela, condenou o suposto ataque militar dos EUA à Venezuela "como uma violação flagrante de sua soberania nacional e integridade territorial". O Ministério das Relações Exteriores iraniano pediu ao Conselho de Segurança da ONU que "aja imediatamente para interromper a agressão ilegal" e responsabilize os culpados. Governo da Rússia A Rússia condenou um “ato de agressão armada” dos Estados Unidos contra a Venezuela, informou o Ministério das Relações Exteriores do país. Em nota divulgada neste sábado, o governo russo disse estar “profundamente preocupado” e afirmou que, diante da situação, é importante evitar uma nova escalada e concentrar esforços na busca de uma saída por meio do diálogo. Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba O presidente de Cuba denunciou o que classificou como um “criminoso ataque” dos Estados Unidos contra a Venezuela e pediu uma reação urgente da comunidade internacional. Em publicação na rede social X, afirmou que a região, descrita por ele como uma “zona de paz”, está sendo “brutalmente atacada”, e acusou os EUA de praticarem “terrorismo de Estado” contra o povo venezuelano e a América Latina. Javier Milei, presidente da Argentina Milei postou, no X, uma comemoração ao ataque americano na Venezuela: "A liberdade avança. Viva a liberdade, car****". Governo da Alemanha O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha afirmou neste sábado que acompanha a situação na Venezuela com “grande preocupação”. Segundo comunicado obtido pela Reuters, o governo alemão está em contato próximo com a embaixada em Caracas, e uma equipe de crise deve se reunir ainda hoje para discutir o cenário. Governo da Itália O ministro das Relações Exteriores da Itália disse que o país monitora a situação na Venezuela com atenção especial à comunidade italiana que vive no país. De acordo com ele, a primeira-ministra Giorgia Meloni está sendo informada constantemente sobre os desdobramentos. Lee Jae Myung, presidente da Coreia do Sul O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, ordenou medidas para garantir a proteção de cidadãos sul-coreanos que estão na Venezuela e determinou que o governo se prepare para uma eventual retirada, caso seja necessário, informou a Presidência do país. Esta reportagem está sendo atualizada. Imagem do incêndio em Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, após uma série de explosões em Caracas em 3 de janeiro de 2026 Luis Jaimes/AFP Pedestres correm após explosões e aviões voando baixo serem ouvidos em Caracas, Venezuela, sábado, 3 de janeiro de 2026 AP Photo/Matias Delacroix

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