Aeronaves são vistas voando baixo durante explosões em Caracas
O governo da Venezuela afirmou na madrugada deste sábado (4) que o país foi alvo de uma “agressão militar” dos Estados Unidos e decretou estado de emergência. O presidente, Nicolás Maduro, e sua esposa têm paradeiro desconhecido após serem capturados pelos americanos.
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Segundo um comunicado oficial, ataques ocorreram em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O governo afirmou que os EUA atacaram alvos civis e militares.
A Venezuela acusou os EUA de lançarem um ataque com o objetivo de assumir o controle das reservas de petróleo e minerais do país. A nota diz que os norte-americanos “não terão sucesso” em tomar esses recursos.
Ainda no comunicado, a Venezuela disse que convocou todas as forças sociais e políticas a ativar planos de mobilização.
"O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada. O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista."
O chanceler venezuelano Yván Gil afirmou que pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU após o ataque.
Leia o comunicado na íntegra mais abaixo.
Pouco depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o ataque e afirmou que forças americanas capturaram Maduro, que teria sido retirado do país por via aérea junto com a esposa. Trump não informou para onde Maduro foi levado.
A Associated Press disse que ao menos sete explosões foram reportadas em Caracas. A agência disse também confirmou que aeronaves foram vistas sobrevoando a região. Pedestres que estavam nas ruas correram ao ouvir os barulhos.
Em uma rede social, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse que a Venezuela foi atacada com mísseis.
Leia o comunicado na íntegra
"A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanos, em localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Esse ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas.
O objetivo desse ataque não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do petróleo e dos minerais, tentando quebrar pela força a independência política da Nação. Não o conseguirão. Após mais de duzentos anos de independência, o povo e seu Governo legítimo mantêm-se firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir o próprio destino. A tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a forma republicana de governo e forçar uma “mudança de regime”, em aliança com a oligarquia fascista, fracassará como todas as tentativas anteriores.
Desde 1811, a Venezuela enfrentou e venceu impérios. Quando, em 1902, potências estrangeiras bombardearam nossas costas, o presidente Cipriano Castro proclamou: “A planta insolente do estrangeiro profanou o solo sagrado da Pátria”. Hoje, com a moral de Bolívar, Miranda e de nossos libertadores, o povo venezuelano se levanta novamente para defender sua independência diante da agressão imperial.
O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativar os planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular, militar e policial, encontram-se mobilizados para garantir a soberania e a paz. Simultaneamente, a Diplomacia Bolivariana de Paz apresentará as correspondentes denúncias ao Conselho de Segurança da ONU, ao Secretário-Geral dessa organização, à CELAC e ao MNOAL, exigindo a condenação e a responsabilização do governo dos Estados Unidos.
O presidente Nicolás Maduro determinou todos os planos de defesa nacional para serem implementados no momento e nas circunstâncias adequadas, em estrito apego ao previsto na Constituição da República Bolivariana da Venezuela, na Lei Orgânica sobre Estados de Exceção e na Lei Orgânica de Segurança da Nação.
Nesse sentido, o presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada. O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.
Da mesma forma, ordenou o imediato deslocamento do Comando para a Defesa Integral da Nação e dos Órgãos de Direção para a Defesa Integral em todos os estados e municípios do país.
Em estrito apego ao artigo 51 da Carta das Nações Unidas, a Venezuela reserva-se o direito de exercer a legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência. Convocamos os povos e governos da América Latina, do Caribe e do mundo a se mobilizarem em solidariedade ativa diante desta agressão imperial.
Como afirmou o Comandante Supremo Hugo Chávez Frías: “diante de qualquer circunstância, de novas dificuldades, do tamanho que forem, a resposta de todos e de todas as patriotas… é unidade, luta, batalha e vitória”.
Caracas, 3 de janeiro de 2026"
Venezuela declara emergência após ataque dos EUA e convoca mobilização
Published 10 hours ago
Source: g1.globo.com
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