
Explosões são reportadas em Caracas, Venezuela Um vídeo mostra o exato momento em que explosões são vistas em Caracas, a capital da Venezuela, na madrugada deste sábado (3). O governo venezuelano afirmou que o país foi alvo de uma “agressão militar” dos Estados Unidos. Pouco depois, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o ataque e disse que Nicolás Maduro foi capturado. Em comunicado, o governo disse que ataques ocorreram também nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo a nota, o objetivo da ação americana seria assumir o controle das reservas de petróleo e minerais do país. Segundo a Reuters, uma testemunha afirmou que uma área que fica próxima da base aérea de La Carlota, no sul de Caracas, está sem energia elétrica. Colunas de fumaça também são vistas na capital venezuelana. Fumaça sobe no aeroporto de La Carlota após explosões e aeronaves voando baixo serem ouvidas em Caracas, Venezuela, no sábado, 3 de janeiro de 2026 AP Photo/Matias Delacroix Já a Associated Press disse que ao menos sete explosões foram reportadas em Caracas. A agência disse também confirmou que aeronaves foram vistas sobrevoando em baixa altitude. Pedestres que estavam nas ruas correram ao ouvir os barulhos. “O chão inteiro tremeu. Isso é horrível. Ouvimos explosões e aviões à distância”, disse Carmen Hidalgo, à AP. Ela caminhava com dois parentes, voltando de uma festa de aniversário. “Parecia que o ar batia contra a gente.” Os episódios ocorrem em meio à escalada de tensões entre Venezuela e Estados Unidos. Na semana passada, o presidente Donald Trump afirmou que forças americanas realizaram o primeiro ataque em solo venezuelano para destruir um pequeno porto que, segundo ele, seria usado pelo narcotráfico. De acordo com a imprensa americana, o ataque mencionado por Trump teria sido feito com um drone e conduzido pela Agência Central de Inteligência (CIA). Pedestres correm após explosões e aviões voando baixo serem ouvidos em Caracas, Venezuela, sábado, 3 de janeiro de 2026 AP Photo/Matias Delacroix Pressão contra Maduro Em novembro, a imprensa internacional informou que os Estados Unidos estavam prestes a iniciar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela. À época, duas autoridades americanas disseram à Reuters que operações encobertas provavelmente seriam a primeira etapa das novas ações para pressionar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. A pressão contra o regime venezuelano começou em agosto, quando os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano. No mesmo mês, o governo americano enviou um forte aparato militar para o Mar do Caribe. No início da operação, a Casa Branca afirmava que o reforço militar na região fazia parte de um esforço para combater o narcotráfico internacional. Com o tempo, autoridades passaram a dizer, sob anonimato, que o objetivo final da ação seria derrubar o governo de Maduro. Trump e o presidente venezuelano chegaram a conversar por telefone em novembro. No entanto, segundo a imprensa americana, os contatos terminaram sem avanços, já que Maduro teria demonstrado resistência em deixar o poder. Além disso, de acordo com o jornal The New York Times, os Estados Unidos têm interesse em assumir o controle das reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do mundo. Nas últimas semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros da Venezuela. Trump também determinou um bloqueio contra embarcações alvos de sanções e acusou Maduro de roubar os EUA.
