Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,78% às 10h35 desta quinta-feira (22), aos 173.158 pontos, renovando mais um recorde intradiário. Já o dólar operava em leve queda no mesmo horário, com recuo de 0,03%, cotado a R$ 5,3213.
Os mercados iniciam o dia atentos aos Estados Unidos, onde serão divulgados indicadores econômicos e por sinais de alívio no cenário internacional. Dados de inflação e atividade dividem espaço com desdobramentos recentes da política externa americana, que influenciaram o humor dos investidores.
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▶️ Nos EUA, os investidores acompanham a divulgação do PCE de novembro, indicador de inflação utilizado pelo Federal Reserve. A publicação foi adiada devido ao shutdown que terminou em novembro, após 43 dias de paralisação do governo.
▶️ Ainda na agenda americana, o país divulga a leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, com expectativa de crescimento anualizado de 4,3%. Também estão previstos os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego.
▶️ As bolsas globais operam em alta após o presidente Donald Trump descartar o uso de força militar para anexar a Groenlândia e suspender tarifas que seriam impostas a oito países europeus, o que reduziu a percepção de risco nos mercados.
▶️ Esse movimento favoreceu a migração de recursos para mercados emergentes na sessão anterior. No Brasil, o Ibovespa se destacou e encerrou o pregão de quarta-feira em 171.816,67 pontos, um novo recorde de fechamento.
Durante a sessão, o principal índice da bolsa brasileira também atingiu máxima intradia de 171.969,01 pontos, refletindo o ambiente mais favorável no exterior.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,98%;
Acumulado do mês: -3,08%;
Acumulado do ano: -3,08%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +4,26%;
Acumulado do mês: +6,64%;
Acumulado do ano: +6,64%.
Tensão EUA-Europa
Nesta quarta-feira, após falas bastante críticas à Europa durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o presidente americano, Donald Trump, disse ter alcançado um acordo sobre o futuro da Groenlândia junto à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
"Com base em uma reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, formamos a estrutura de um futuro acordo relacionado à Groenlândia e, na prática, a toda a região do Ártico", afirmou o republicano em uma publicação no seu perfil no Truth Social, destacando que, caso essa solução seja concretizada, "será muito positiva para os EUA e para todos os países da Otan".
Com base nesse entendimento, Trump também decidiu recuar das tarifas de 10% impostas a países europeus no último sábado, em retaliação à contrariedade dessas nações sobre a aquisição da Groenlândia pelos EUA.
Apesar disso, nesta quinta Rutte disse que o acordo não prevê cessão da soberania e prevê apenas que os membros da Otan poderão intervir no Ártico — onde fica a Groenlândia — em ameaças à segurança da região.
Já a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que "não houve negociação com a Otan ontem sobre soberania". A porta-voz da organização, Allison Hart, também negou que a soberania tenha sido discutida.
“O secretário-geral não propôs qualquer compromisso em relação à soberania durante sua reunião com o presidente em Davos”, disse Hart.
Rutte e Trump se reuniram após o discurso do republicano no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Depois do encontro, o republicano afirmou que foi estabelecida uma estrutura de um futuro acordo que atende os interesses dos EUA e de todos os países membros da Otan.
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados ganham fôlego depois que o presidente Donald Trump recuou das ameaças de impor tarifas a países europeus. A mudança de postura reduziu o medo de um conflito comercial global e trouxe de volta o apetite a ativos de risco.
Por volta das 9h15 (horário de Brasília), os contratos futuros indicavam alta. O Dow Jones subia 0,41%, o S&P 500 avançava 0,60% e o Nasdaq tinha ganho de 0,87%.
Na Europa, os mercados também reagiram de forma positiva ao alivio no cenário internacional.
Durante a manhã no Brasil, os principais índices europeus operavam em alta, com o STOXX 600 subindo 1,08%. Entre os mercados nacionais, o DAX da Alemanha avançava 1,18%, o CAC 40 da França tinha alta de 0,93%, o FTSE MIB da Itália ganhava 0,96% e o FTSE 100 de Londres subia 0,43%.
Na Ásia, os mercados encerraram o dia com leves ganhos. Em algumas praças, as altas foram impulsionadas por setores ligados à indústria aeroespacial e à energia, que compensaram perdas em empresas de metais, afetadas pela queda do ouro.
No fechamento, os resultados foram mistos, mas positivos. Em Xangai, o índice SSEC subiu 0,14%, enquanto o CSI300 avançou 0,01%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,17%.
Já em outros mercados asiáticos, o Nikkei de Tóquio avançou 1,7%, o KOSPI de Seul ganhou 0,87%, o índice de Taiwan subiu 1,60% e o Straits Times de Singapura teve valorização de 0,33%.
Ibovespa renova recorde intradiário acima dos 173 mil pontos com alívio externo; dólar cai
Published 3 hours ago
Source: g1.globo.com
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