Estudante do AC que participou de 4 intercâmbios é aceito em universidade dos EUA: 'É possível chegar lá'

Published 4 hours ago
Source: g1.globo.com
Estudante do AC que participou de 4 intercâmbios é aceito em universidade dos EUA: 'É possível chegar lá'

Diego Monteiro foi aprovado em uma das 10 melhores universidades do mundo “Sair do Acre para estudar na atual melhor faculdade dos EUA, onde Albert Einstein deu aulas, Jeff Bezos, Alan Turing e Michele Obama se formaram, é muito surreal. Ainda não caiu a minha ficha” É assim que Diego Heitor da Silva Monteiro, de 17 anos, estudante do 3º ano do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAP) da Universidade Federal do Acre (Ufac), resume o sentimento de ser aprovado na universidade norte-americana de Princeton, que está entre as 10 melhores do mundo. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O jovem, que mora com pai, mãe e duas irmãs no bairro Mocinha Magalhães, em Rio Branco, disse que por conta da rotina dos estudos no ensino médio acabava estudando à noite para o exame de ingresso na universidade americana, até ser aprovado. "Estou muito feliz, estudar nos EUA, que tanto idealizei, me torna agora um exemplo de que é possível a outros jovens acreanos chegar lá e conquistar oportunidades no exterior”, explicou emocionado. Diego Heitor da Silva Monteiro, de 17 anos, foi aprovado em uma das 10 melhores universidade do mundo Arquivo pessoal LEIA MAIS: Acreana superdotada de 14 anos é aprovada em oito universidades públicas: 'Desempenho dela', diz mãe Aos 17 anos, 1º lugar em medicina na Ufac tem maior nota da história do curso após bônus regional: 'Felicidade enorme' Estudante do Acre é aprovada para cursos em Harvard e Yale, nos EUA: 'Sempre foi um sonho' O curso escolhido foi psicologia devido a uma necessidade, segundo ele, de profissionais desta área nas escolas como suporte aos estudantes que, muitas vezes, não sabem lidar com a pressão psicológica da busca para garantir o futuro. "Penso em aprofundar meus estudos sobre procrastinação e produtividade, a partir das experiências que vivi no ensino médio", acrescentou. Diego e sua família enquanto ele embarcava com destino a China Arquivo pessoal Orgulho da família, professores e amigos A alegria também é celebrada pelo pai, Dionísio Bernardo Monteiro, que sempre investiu na educação do filho. Ele contou que Diego, desde criança, gostava de ler e já sabia que 'o Acre um dia seria pequeno para o tamanho de seus sonhos'. Dionísio, que é técnico de informática, afirmou que todos sempre acreditaram no potencial do adolescente, mas, por conta das dificuldades financeiras, Diego sempre precisou ter um bom rendimento escolar para ser aprovado em programas internacionais gratuitos. “Desde criança ele tinha o sonho de ir estudar fora. Dizia: ‘'Pai, vou me esforçar para passar numa faculdade dessas’. Sempre foi muito perseverante e a menor nota no ensino médio foi 9,7”, relatou orgulhoso. Princeton está entre as 10 melhores universidades do mundo Arquivo pessoal Sonho americano A Universidade de Princeton dará a Diego uma bolsa integral, além de hospedagem, alimentação, livros, transporte durante os quatro anos de estadia do jovem nos Estados Unidos. Diferente do sistema brasileiro, estudantes que se candidatam à uma vaga na universidade podem escolher o curso que querem estudar até dois anos após início do curso. No caso de Diogo, o curso escolhido é psicologia que se enquadra nas ciências sociais e a opção pode ser feita no final do segundo ano de faculdade. “A universidade disse aos meus pais que eles não irão precisar pagar por nada durante o tempo em que eu estiver em Princeton", comemorou. Diego contou ainda que utilizou como parâmetro para entrada em Princeton o Test-Optional, uma forma de admissão alternativa à principal prova para ingresso em universidades dos Estados Unidos, semelhante ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ele precisou apresentar notas do ensino médio e um trabalho acadêmico. Contudo, um dos percalços foi o acesso às informações para um estrangeiro poder concorrer a uma vaga em uma universidade americana. “Minha maior dificuldade era ter acesso a conhecimento sobre o processo de candidatura fora, que é algo que não tão é debatido, e muitas pessoas como eunem sabem como funciona”, disse. Diego visitando a Casa Branca em Washington, capital dos Estados Unidos Arquivo pessoal Talento acreano A formação no exterior é mais capítulo na jornada internacional do estudante, que já foi jovem embaixador e aprovado em quatro intercâmbios. As aulas na universidade começam em setembro de 2026. Diego também afirmou que sempre quis aprender mais e um dos motivos pelos quais acredita ter sido selecionado foi por ser bolsista no Prep Estudar Fora, um programa gratuito que prepara jovens brasileiros de alto desempenho para ingressar nas melhores universidades do mundo. Embora o estudante nunca tenha feito um curso específico de inglês, ele diz ter aprendido sozinho na internet. Diego já esteve nos Estados Unidos gratuitamente participando de dois programas em 2024. Em janeiro daquele ano, foi jovem embaixador na capital Washington e no estado do Oklahoma, no centro-sul do país. Um ano depois, Diego foi novamente aprovado em outro programa de intercambio. Em julho desse ano esteve na China, quando participou do AFS Global STEM Academies, um intercâmbio com bolsa integral e imersão em tecnologia, engenharia e matemática. Intercambio gratuito de quatro semanas na China Arquivo pessoal Já em julho do mesmo ano, representou o Acre no Camp Rising Sun, um programa de liderança para jovens em Nova Iorque, com foco em cidadania global e liderança para adolescentes de todo o mundo. Por fim, o jovem foi aceito no Telluride Association Summer Seminar (Tass), um dos programas americanos de verão mais seletivos para os estudantes do ensino médio. Contudo, ele não pôde participar pois o programa aconteceu no mesmo período que ele esteve na China. “Tanto na primeira, quanto na segunda vez nos Estados Unidos, fiz bastante networking, o que me ajudou a conhecer brasileiros que já tinham sido aceitos em universidades americanas. Todas essas experiência foram incríveis, sobretudo por conhecer parte do mundo afora e culturas diferentes da minha nessas viagens”, finalizou. Universidade de Princeton, Nova Jérsei, nos Estados Unidos Reprodução/Princeton University Reveja os telejornais do Acre

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