Dólar abre em queda com mercado atento a Davos e à liquidação decretada pelo BC

Published 3 hours ago
Source: g1.globo.com
Dólar abre em queda com mercado atento a Davos e à liquidação decretada pelo BC

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (21) em queda e recuava 0,25% às 9h05, cotado a R$ 5,3667. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia os negócios às 10h. Com poucos indicadores no radar, o mercado volta as atenções para eventos políticos e institucionais relevantes. Discursos, disputas jurídicas e decisões regulatórias ajudam a compor o cenário do dia. No exterior, o foco está em lideranças globais; no Brasil, em medidas do Banco Central. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Em uma sessão marcada por agenda econômica esvaziada, os investidores acompanham o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial, em Davos. A participação ocorre em meio a um ambiente de tensões diplomáticas recentes. Na véspera, Trump elevou o tom ao defender a aquisição da Groenlândia e ameaçar tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses, após Emmanuel Macron rejeitar integrar o “Conselho de Paz” proposto para Gaza. ▶️ Ainda nos EUA, a Suprema Corte realiza ao meio‑dia uma audiência sobre a tentativa de Trump de demitir Lisa Cook da diretoria do Federal Reserve. O caso pode abrir precedente jurídico e colocar à prova a independência do banco central americano. ▶️ No Brasil, o Banco Central decretou nesta quarta‑feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira, controladora do Will Bank, sediada em São Paulo e integrante do conglomerado do Banco Master. ▶️ Segundo o BC, a medida foi tomada por causa do comprometimento da situação econômica da instituição e da incapacidade de honrar dívidas, em razão do vínculo de interesse e da influência exercida pelo Banco Master, liquidado em novembro. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,14%; Acumulado do mês: -1,98%; Acumulado do ano: -1,98%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,90%; Acumulado do mês: +3,20%; Acumulado do ano: +3,20%. Tensão EUA-Europa A tentativa do presidente dos EUA, Donald Trump, de incorporar a Groenlândia ao território americano abriu uma frente inédita de tensão entre Washington e a União Europeia. A ilha, localizada no Ártico e pertencente à Dinamarca, tornou-se o centro de um embate político. Países europeus já planejam reações coordenadas, preocupados com possíveis desdobramentos diplomáticos e econômicos. As tensões chegaram ao ápice após o presidente americano anunciar, no último sábado (17), uma tarifa de 10% sobre oito países europeus contrários ao plano de anexação da ilha pelos EUA. 👉 Com as ameaças feitas por Trump, a União Europeia passou a discutir respostas para diferentes cenários, incluindo medidas de retaliação. Autoridades do bloco classificaram a postura americana como inadequada, sobretudo pelo uso de tarifas comerciais como instrumento de pressão entre aliados. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que esse tipo de estratégia não contribui para resolver disputas dentro de uma aliança e ressaltou que uma guerra tarifária não atende aos interesses de nenhuma das partes. As críticas se estenderam a outros governos europeus. Ministros das Finanças que participaram de reuniões em Bruxelas falaram em decisões “irresponsáveis” e defenderam uma reação firme e coordenada do bloco. “A soberania e a integridade territorial da Groenlândia e do Reino da Dinamarca são inegociáveis”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante discurso no Fórum Econômico Mundial nesta terça-feira. "As tarifas propostas são um erro, especialmente entre parceiros de longa data", completou. A Alemanha, por sua vez, indicou que não aceitará chantagens e lembrou que a União Europeia dispõe de diferentes instrumentos de resposta. Além disso, o presidente francês, Emmanuel Macron, enviou uma mensagem direta a Trump demonstrando perplexidade com a ofensiva contra a Groenlândia. "Não entendo o que você está fazendo em relação à Groenlândia", escreveu Macron. A conversa, tornada pública pelo próprio presidente americano, antecedeu a convocação de uma reunião de emergência dos líderes europeus, marcada para quinta-feira (22), em Bruxelas. Macron também sugeriu um encontro do G7 em Paris, sinalizando a busca por uma saída diplomática para a crise. Bolsas globais Os principais índices de Wall Street caíram para uma mínima de quase três semanas nesta terça-feira. O movimento acontece depois de Donald Trump renovar as ameaças de novas tarifas contra oito países europeus, vinculando o fim das medidas à compra da Groenlândia — proposta rejeitada pelas autoridades da ilha e da Dinamarca. A aversão ao risco aumentou, levando investidores a buscar proteção no ouro, que avançou 1,88%, cotado a US$ 4.758,93 por onça-troy. O Dow Jones Industrial Average caiu 1,76%, para 48.488,96 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 2,06%, aos 6.796,94 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 2,39%, para 22.954,32 pontos. Na Europa, os mercados acompanharam o tom negativo vindo do exterior, com as novas ameaças tarifárias dos EUA afetando diretamente o humor dos investidores. No fechamento, o índice Stoxx 600 recuou 0,72%, aos 602,68 pontos. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,67%, para 10.126,78 pontos. Já o DAX, de Frankfurt, teve baixa de 1,08%, aos 24.689,67 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, cedeu 0,61%, para 8.062,58 pontos. Na Ásia, os mercados encerraram o dia pressionados por medidas mais firmes das autoridades reguladoras chinesas contra práticas consideradas abusivas. No fechamento, os principais índices tiveram desempenho variado. Em Xangai, o SSEC caiu 0,01% para 4.113 pontos, enquanto o CSI300 recuou 0,33% para 4.718 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,29% para 26.487 pontos. No Japão, o Nikkei perdeu 1,1% para 52.988 pontos. Já o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 0,39% para 4.885 pontos. Em Taiwan, o Taiex subiu 0,38% para 31.759 pontos, e em Cingapura, o Straits Times recuou 0,23% para 4.823 pontos. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters

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