Chefe do PCC namorado de delegada ensinava técnicas de tortura para jovens da facção em Roraima; VÍDEO

Published 4 hours ago
Source: g1.globo.com
Chefe do PCC namorado de delegada ensinava técnicas de tortura para jovens da facção em Roraima; VÍDEO

Suspeito ensina tortura a jovens Namorado da delegada Layla Lima Ayub, presa em São Paulo por advogar para o Primeiro Comando da Capital (PCC), Jardel Neto Pereira da Cruz, de 28 anos, ensinava técnicas de tortura para jovens da facção em Roraima. Um vídeo publicado nas redes sociais mostra Jardel, que é conhecido como "Dedel", mostrando a jovens como bater nas mãos com pedaço de madeira durante uma tortura. O vídeo foi postado com a legenda "Aqui o chicote estala". (Veja o vídeo acima). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Dedel foi preso em Roraima em 2021 por recrutar adolescentes para uma facção criminosa, durante uma operação da Polícia Federal. A investigação apontou que ele publicava fotos nas redes sociais fazendo um gesto com três dedos, em referência ao PCC. Atualmente, Jardel está solto. Depois de preso, Vrau Nelas deu entrada no maior presídio do estado, a Penitenciária Agrícola do Monte Cristo (Pamc). Em 2022, foi julgado e condenado a oito anos em regime semiaberto. Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, foi preso em flagrante em 2021 Arquivo Jardel recebeu o benefício da saída temporária em maio de 2023. Em outubro, não retornou à Pamc, e em dezembro, foi preso no município de Marabá, no Pará. À época, relatórios de inteligência indicavam que “Dedel” atuava em bairros da zona Oeste de Boa Vista, frequentava o Conjunto Habitacional Vila Jardim. As apurações apontaram que ele se apresentava como representante da facção paulista e cobrava das chefes locais ações mais agressivas, incluindo a articulação de ataques contra autoridades do Judiciário, do sistema penal e integrantes das forças de segurança. LEIA TAMBÉM: Conhecido como 'Dedel' e 'Vrau Nelas': quem é o chefe do PCC que namora delegada presa por ligação com a facção Namorado de delegada presa por ligação com o PCC apoiava facção em Roraima Apologia ao PCC em fotos Jardel é natural de Santa Inês, no Maranhão. A PF afirma no inquérito de 2021, que ele publicava fotos com o gesto conhecido como "Tudo 3", em apologia ao PCC. Dedel tem tatuado o símbolo "yin e yang", também associado à facção. "O estatuto/regulamento do PCC onde consta em seu item 2: 'Lutar sempre pela paz, justiça, liberdade, igualdade e união, visando sempre o crescimento da organização, respeitando sempre a ética do crime", cita parte do documento. Jardel costumava usar frases reflexivas como legenda nas publicações, quase sempre acompanhadas de emojis de palhaço. Em uma delas, escreveu: "Penso Como Um Assassino Vivo Como Um Psicopata Executo As Minha Ações Como Um Bom Calculista Que Sou, E Depois Apenas Relaxo E Vejo Sangue Escorrendo Entre Os Dedos Forte Leal Abraço”. A PF ressaltou que “Forte Leal Abraço” , também corresponde a um termo de tratamento entre os integrantes do PCC. Prisão da delegada A delegada Layla Lima Ayub e o namorado Jardel Neto Pereira da Cruz, apontado como um dos chefes do PCC em Roraima. Reprodução/Redes sociais A delegada Layla Lima Ayub foi presa durante uma operação do Ministério Público de São Paulo que investiga a infiltração do crime organizado em estruturas do Estado. Segundo a investigação, ela mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes do PCC e teria exercido irregularmente a advocacia mesmo após tomar posse como delegada, em dezembro de 2025. De acordo com o Ministério Público, Layla e Jardel são investigados pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça decretou a prisão temporária do casal e autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Pará. Na cerimônia de posse da delegada, realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, Jardel Neto Pereira da Cruz apareceu ao lado dela. Ele é apontado por autoridades da Região Norte como um dos chefes do tráfico de armas e drogas ligados ao PCC em Roraima. As investigações também apuram a compra de uma padaria na Zona Leste de São Paulo com dinheiro de origem ilícita, supostamente em nome de um “laranja”, para ocultar a real propriedade do negócio. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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